Santos e a Baixada Santista ocupam papel de destaque dentro da organização criminosa investigada pela Polícia Federal (Divulgação/ Polícia Federal) A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (26), a segunda fase da Operação Narco Azimut, ampliando as investigações sobre um esquema de associação criminosa voltado à lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A ação é um desdobramento direto das operações Narco Bet e da primeira etapa da própria Narco Azimut, realizada em janeiro. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Cerca de 50 policiais federais cumprem 26 mandados de busca e apreensão e de prisão temporária, expedidos pela 5ª Vara Federal em Santos, no litoral de São Paulo. As diligências ocorrem em endereços localizados nos municípios de São Paulo, Ilhabela, Taboão da Serra e Balneário Camboriú, em Santa Catarina. De acordo com a PF, as investigações avançaram sobre a estrutura do grupo, que utilizaria empresas e terceiros para operacionalizar a circulação de valores ilícitos. O esquema envolveria movimentações de grande porte, realizadas por meio de dinheiro em espécie, transferências bancárias e operações com criptoativos, tanto no Brasil quanto no exterior. A nova fase aprofunda os elementos já identificados na etapa anterior, que apontaram a existência de uma organização estruturada, com divisão de funções e atuação em diferentes regiões do Brasil. Na ocasião, a Justiça Federal destacou a ligação direta do esquema com a Baixada Santista, incluindo movimentações e operações realizadas em Santos. Como medida cautelar, foi determinado o sequestro de bens e valores dos investigados até o limite de R\$ 934 milhões. Também foram impostas restrições societárias, como a proibição de movimentação empresarial e de transferência de bens vinculados às atividades ilícitas. Na primeira fase da operação, realizada em janeiro, a investigação apontou a movimentação de mais de R\$ 39 milhões em um período recente, com uso intensivo de dinheiro vivo, transações bancárias e conversões em criptoativos, especialmente USDT, para ocultar a origem dos recursos. Os investigados poderão responder pelos crimes de associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.