[[legacy_image_182412]] Meia tonelada de drogas foi apreendida no Porto de Santos durante uma ação conjunta de diversos órgãos entre os dias 24 de maio e 4 de junho. Os entorpecentes respondem por quase metade do total recolhido na ‘Operação Ágata’, que abrangeu o Paraná, além de São Paulo. O balanço da fiscalização foi divulgado nesta quarta-feira (8), em coletiva de imprensa na Capitania dos Portos, em Santos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Ao todo, 1,2 toneladas de drogas, entre maconha e cocaína, foram apreendidas na operação, o que corresponde a R\$ 84 milhões, além de 1,8 mil cigarros contrabandeados. Em Santos, os entorpecentes foram encontrados dentro de um terminal durante uma ação pontual entre a Receita Federal e a Polícia Federal. “A droga estava dentro de um contêiner, foi identificada no raio-x”, destaca o capitão dos Portos de São Paulo, Robledo de Lemos Costa e Sá. De acordo com ele, além do tráfico de drogas, o principal crime no maior complexo portuário do Brasil diz respeito às questões ambientais. A responsável pela unidade técnica do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Ana Angélica Alabarce, explica que a maior parte das ocorrências foi em relação à pisca irregular e lavagem de porão e limpeza de casco em áreas desapropriadas. “Foram 20 toneladas de pescado em local proibido com autos em torno de R\$ 20 milhões. Isso para praticamente uma semana e meia de ação”, enfatiza. Ela cita que o destaque da operação foi para uma embarcação flagrada realizando pesca em área proibida. O barco foi apreendido e levado para o Porto de Santos e o pescado de atum, bonito e dourado foram destinados para onze entidades santistas. Outras 127 abordagens foram realizadas em diversas embarcações durante os 12 dias da operação, que realizou 26 notificações e cinco apreensões de embarcações. OperaçãoCom objetivo de realizar patrulhamento, controle e monitoramento na faixa de fronteira, vias navegáveis e área marítima dos estados, a Operação Ágata aconteceu em conjunto entre a Marinha do Brasil, a Força Aérea Brasileira, Exército, Fundação Florestal, Ibama, Receita Federal, polícias Federal e Militar Ambiental, Santos Port Authority (SPA), entre outros órgãos competentes. “Essa somatória de esforços serve para que, no momento da verificação do ilícito, as diversas vertentes da competência legal de cada instituição seja aplicada in loco”, ressalta o capitão dos Portos. Ele explica que cada órgão tem o conhecimento técnico e competência legal para autuar de acordo com a ocorrência.