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Segunda-feira

20 de Maio de 2019

Operação da polícia em Peruíbe resulta em 24 presos e dois bandidos mortos

'Operação Arché' foi realizada pelas polícias Civil e Militar para combater o tráfico de drogas na Favela do Caixote

Operação das polícias Civil e Militar para combater o tráfico de drogas na Favela do Caixote, em Peruíbe, na manhã desta terça-feira (16), teve saldo de dois mortos e 24 presos.

O balanço da operação, denominada 'Arché', foi divulgado pelo delegado seccional de Itanhaém, Carlos Henrique Fogolin de Souza, e pelo tenente-coronel Argeo Rodrigues, comandante do 29º BPM/I.

Segundo eles, após três meses de investigações, foram identificados 23 suspeitos de envolvimento com a venda de drogas naquela comunidade, e apurados 26 endereços de potenciais esconderijos de drogas.

“Com os mandados de prisão temporária e de busca e apreensão deferidos pela Justiça, saímos hoje a campo para cumpri-los”, disse Fogolin.

Cerca de 100 policiais civis e militares em mais de 20 viaturas foram mobilizados para a operação, que começou às 6h. Dos 23 suspeitos que tiveram prisão temporária decretada, 19 foram capturados.

Ainda houve mais cinco prisões durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, sendo quatro em flagrante e uma de um procurado da Justiça por roubo.

Os policiais civis foram pela frente da favela, enquanto os PMs realizaram um cerco pelos fundos, em uma área de mata. Dois homens que optaram por enfrentar os policiais militares a tiros levaram a pior.

Dois revólveres foram apreendidos pela polícia (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

“Nossos homens revidaram em legítima defesa, acertaram os autores dos disparos e solicitaram socorro, mas a dupla morreu no local”, detalhou o tenente-coronel Argeo.

Identificados como Fernando Leopoldo Henrique de Almeida e Erivaldo Lira Santana, os criminosos mortos portavam um revólver calibre 38 cada. De acordo com Fogolin, Leonardo era procurado por homicídio e Erivaldo possuía passagem por tráfico.

Além dos dois revólveres, foram apreendidas 1.765 cápsulas de cocaína, 1.358 pedras de crack, 155 porções de maconha, 11 celulares e R$ 14.643 oriundos da venda de drogas.

“Os resultados da 'Arché' irão trazer tranquilidade para o bairro. Minando o tráfico de drogas, também estamos combatendo outros crimes, como furtos e roubos”, avaliou o delegado seccional de Itanhaém.

Fogolin explicou que, por significar a origem de todas as coisas, a palavra arché foi utilizada para batizar a operação em razão de o tráfico de drogas fomentar a prática de outros crimes.

Grande quantidade de drogas e dinheiro foi apreendida na 'Operação Arché' (Foto: Divulgação/Polícia Civil)