Apesar das chamas, não houve vítimas (Reprodução) Um ônibus foi incêndiado durante uma manifestação na Avenida Deputado Emílio Justo, no bairro Boraceia, em Bertioga, Litoral de São Paulo, na noite desta quinta-feira (30). O veículo pertencia ao vereador Eduardo Pereira (PSD), que se recusou a ler a apresentação de um projeto de lei que trata de direitos da comunidade LGBTQIA+, no último dia 21. (Veja no vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Nas imagens obtidas pela reportagem, é possível ver o ônibus, que seria utilizado como gabinete itinerante, sendo consumido pelo fogo. Apesar das chamas, não houve vítimas. O parlamentar publicou vídeos nas redes sociais que mostram o veículo destruído. Os bombeiros foram acionados às 19h34, via Centro de Operações, e confirmaram que se tratava de um incêndio em um ônibus. Três bombeiros e uma viatura atuaram na ocorrência. Segundo a corporação, a causa do incêndio ainda não foi identificada. Ao final da ocorrência, o local ficou sob cuidados da Guarda Civil Municipal (GCM) da cidade. -Ônibus incendiado manifestação Litoral SP (1.421246) A Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP) informou que a Polícia Civil investiga o caso, que foi registrado na Delegacia de Polícia do município. A Tribuna solicitou mais informações sobre o caso para a Prefeitura de Bertioga e também para o vereador, e aguarda resposta. Relembre Uma sessão ordinária da Câmara Municipal de Bertioga gerou um episódio polêmico na última terça-feira (21). Na ocasião, o vereador Eduardo Pereira (PSD), autodeclarado evangélico, se recusou a ler a apresentação de um projeto de lei que trata de direitos da comunidade LGBTQIA+. Ao perceber o teor do projeto, o parlamentar se levanta, indignado, e se retira do plenário. Assim que recebe a apresentação a ser lida, Pereira chega a perguntar se estariam ‘zoando’ com ele. “Tá louco? Não faz isso comigo, não. Dar um projeto LGBT para mim”, protestou o parlamentar antes de avisar à autora do projeto, a vereadora Renata Barreiro (PL) que estaria se retirando da sessão. Em seguida, a autora do projeto se manifesta em repúdio à atitude do colega. “O projeto se resume no respeito, é de respeito que estou falando. Falo de cidadania, de ser humano, e de humanização. É só isso o projeto”, desabafou Renata. “A minha religião é Deus, e ela me permite que eu aceite qualquer tipo de pessoa”, complementou a vereadora.