[[legacy_image_341631]] O ambiente de trabalho virou cenário de um verdadeiro terror psicológico para os funcionários do Extra da Avenida Conselheiro Nébias, na Vila Nova, em Santos. Reféns de constantes furtos e crimes na unidade, a segurança virou uma preocupação para quem trabalha no local. A reportagem de A Tribunaconversou com um funcionário sobre o caso na terça-feira (12) Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Ele optou por não ser identificado. Sobre a situação da unidade, e ele comenta ser desesperador. “Estamos sofrendo com diversos furtos, roubos e arrastões no local. Também há consumo de mercadorias dentro da loja e sem controle, danificando produtos e trazendo prejuízos ao estabelecimento”. “Querem levar cada vez mais. É na cara dura mesmo. Eles não respeitam a gente aqui, nem o pessoal armado (da segurança) estão respeitando mais. Virou uma bola de neve. Ficamos apreensivos. Eu acordo pela manhã tendo que vir para cá, e já fico estressado. Ficamos com medo. Alguns deixam passar pelo caixa com as coisas por medo de alguma retaliação (dos criminosos)”. Diversos boletins de ocorrências foram registrados e, por muitas vezes, a Polícia Militar (PM) é acionada por telefone. Porém, ele explica que não há efetividade pelo fato de os criminosos fugirem ao notarem a viatura chegando ou deixarem os produtos furtados no local para poderem escapar. “Funcionários são agredidos fisicamente, verbalmente e ameaçados com objetos cortantes. Somos ameaçados de morte a todo momento. Há duas semanas uma funcionária foi agredida a tapas no caixa automático por uma mulher que estava furtando”, relata. As ações costumam ser em grupos -que incluem homens, adolescentes e até mesmo mulheres grávidas- e, ao serem abordados, o funcionário diz que eles se reúnem em grande número para danificar o local e furtar diversos produtos como forma de retaliação. A unidade possui segurança, porém ele afirma que a vigilância não possui equipamento para que possa se defender dos ataques constantes. “A polícia é chamada todos os dias no local, mas as ações são rápidas não dando tempo para abordagens, e quando percebem abandonam sacos e sacolas dentro da loja descaracterizando o furto. Os vigilantes ficam à mercê da violência sem nenhum tipo de proteção”. A Polícia Militar (PM) confirmou, em nota, ter sido chamada no último dia 5 por funcionários do local relatando agressões e roubo. Na ocasião, a instituição garantiu duas mulheres foram presas e levadas para o 7º Distrito Policial (DP). Além disso, também informou que na terça-feira (12), PMs prenderam outros dois homens por roubo no mercado e as ações continuarão nos entornos. O grupo varejista GPA - responsável pelas unidades do mercado Extra- se posicionou sobre o relato, em nota, afirmando que a rede tem um trabalho muito atento para a manutenção da integridade física dos seus funcionários e das pessoas que frequentam as lojas. "Nessa unidade especificamente, mantém uma equipe de reforço com agentes de segurança e ronda no local para apoiar em qualquer situação, inclusive com uma atuação muito próxima das autoridades locais, para o registro dos episódios e acionamento imediato, sempre que necessário. A rede enfatiza, ainda, que presta auxílio aos colaboradores em eventos relacionados à segurança", concluiu em nota. A reportagem de A Tribuna procurou a Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP) para um posicionamento sobre o caso, porém não obteve um retorno até a publicação desta matéria.