Os moradores cobram que seja construída uma base da GCM no local (Reprodução) Moradores do bairro Pompéia, em Santos, no litoral de São Paulo, demonstram preocupação por conta de uma onda de assaltos que ocorre no entorno nos últimos dias, conforme relatos. A Tribuna entrou em contato com moradores, que cobram até mesmo a instalação de uma base da Guarda Civil Municipal (GCM) para conter a situação. A Prefeitura se manifestou por meio de nota (veja mais abaixo). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O representante comercial Marcelo Augusto Fermiano, de 47 anos, fez um requerimento sobre a onda de assaltos e o enviou à Prefeitura, cobrando a construção de uma base da GCM com o intuto de aumentar a segurança no bairro. O morador relata que existe uma banca de jornal abandonada na Praça Benedito Calixto e sugere que uma base da GCM seja instalada no local. “Uma mulher que tinha essa concessão da banca a vendeu para outra pessoa, e isso virou um entrave com o poder público, pois ela não podia vender algo que é público”, contou. No requerimento, também consta que a instalação da base visa melhorar a segurança pública, reduzir a criminalidade, aumentar a presença das autoridades policiais, aprimorar a sensação de segurança e melhorar os serviços públicos e privados oferecidos à comunidade. O personal trainer Tadeu Mártires, de 42 anos, relata que furtos e roubos têm acontecido na Pompéia. “Temos problemas com furtos de motos, assaltos simples, furtos de torneiras, extintores e bicicletas. Também há ataques a idosos e crianças”, disse. Um abaixo-assinado feito pela Sociedade de Melhoramentos do Bairro da Pompéia, em conjunto com a Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Pompéia e moradores, também pede a instalação da base da GCM no bairro, com o intuto de "oferecer mais segurança aos moradores e frequentadores, prevenindo os problemas atuais e aproximando a comunidade do poder público”. Monitoramento A Tribuna entrou em contato com a Prefeitura de Santos, que se manifestou por meio de nota, informando que o combate e a investigação de furtos, roubos e outros delitos são responsabilidades das autoridades policiais, que, em Santos, têm total apoio da Guarda Civil Municipal (GCM), por meio do seu efetivo e do videomonitoramento. A Prefeitura também ressaltou que são realizadas forças-tarefas de fiscalização em comércios e ferros-velhos clandestinos para coibir a prática de receptação de produtos. Além disso, a administração municipal afirmou que a Polícia Militar (PM) mantém equipes no Centro de Controle Operacional (CCO) do município e tem acesso a todas as imagens das mais de duas mil câmeras espalhadas pela cidade, inclusive na região da Pompéia. Segundo a Administração Municipal, a GCM realiza rondas diuturnas em toda a cidade e, ao flagrar atitudes suspeitas, conduz os autores ao distrito policial. Destacaram ainda que a população pode acionar a PM pelo telefone 190 e a GCM pelo 153. O município informou que, em apoio às forças de segurança, a GCM iniciou, no último dia 2 de outubro, a operação Cerco Fechado, nova etapa da Zona de Segurança Máxima, implementada pela Secretaria Municipal de Segurança (Seseg). A nota explica que o Cerco Fechado visa intensificar a presença e atuação da GCM na orla, um dos pontos com maior fluxo de pessoas na cidade. Segundo a Prefeitura, a medida tem foco na prevenção e repressão de crimes como furtos e roubos, buscando inibir possíveis ocorrências e garantir maior sensação de segurança para os munícipes e turistas. Base da GCM Com relação à base da GCM na Pompéia, a Prefeitura informa que, no momento, não há previsão de construção de uma base no referido bairro. Contudo, o plano de governo prevê a criação do programa Guardião Cidadão. Esse programa será formado por jovens de 18 a 20 anos e reservistas, que receberão treinamento e um salário-mínimo e meio. De acordo com a Prefeitura, os ‘guardiões’ atuarão em postos avançados da GCM, que serão criados nos bairros, e auxiliarão no monitoramento da segurança, zeladoria urbana e no acompanhamento da população em situação de rua, entre outras ações. Dessa forma, a gestão destaca que as equipes trabalharão de forma integrada com o pessoal de abordagem social, saúde e segurança, além de dialogarem com outros setores estratégicos da municipalidade, como meio ambiente e serviços públicos.