Luca Romano Angerami ficou 36 dias desaparecido até ter seu corpo encontrado em área de mata na Vila Baiana, em Guarujá (Reprodução) O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) publicou, nesta quarta-feira (19), um comunicado informando que oito homens foram denunciados pelo envolvimento na morte do soldado da Polícia Militar (PM) Luca Romano Angerami. Segundo o órgão, os acusados podem responder pelos crimes de homicídio com quatro qualificadoras: integrar organização criminosa, tráfico de drogas, sequestro e ocultação de cadáver. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O policial, que tinha 21 anos de idade, ficou cerca de um mês desaparecido. Ele foi visto pela última vez no dia 14 de abril, quando esteve em uma adega na comunidade Santo Antônio, em Guarujá. O corpo do PM foi encontrado no dia 20 de maio, enterrado em uma área de mata na Vila Baiana, também em Guarujá. Segundo o apurado pelo Ministério Público, os homens acusados faziam parte da organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) e se dedicavam a diversas atividades criminosas, principalmente ao tráfico de drogas na região do Jardim Primavera. As investigações também apontam que o soldado foi capturado após ser abordado por parte dos denunciados. O policial passava de carro pela região quando essa abordagem aconteceu. Ao descobrirem a profissão de Luca, os homens acionaram outros criminosos e capturaram o agente. O carro de Luca foi encontrado na Rodovia Cônego Domênico Rangoni, abandonado. Ele foi levado pelos criminosos e mantido em cárcere. A arma e o celular do PM foram roubados pelos acusados. Após isso, ele foi levado a um cemitério clandestino na Vila Baiana, onde foi estrangulado com uma corda. O corpo foi enterrado no local e encontrado no mês seguinte. De acordo com o promotor Victor de Freitas, responsável pela denúncia, os denunciados mataram o policial “para assegurar a execução do crime de tráfico de drogas que ocorria na região”. Para Freitas, o homicídio foi praticado com as qualificadoras de meio cruel, impossibilidade de defesa, para assegurar a impunidade do crime, e praticado contra autoridade. Relembre o caso Após o desaparecimento do PM, foram iniciadas buscas pelas polícias Civil e Militar. Cerca de 250 policiais foram deslocados para a região com o objetivo de reforçar o policiamento e a segurança, além de auxiliar nas buscas pelo soldado. As buscas duraram 36 dias, sendo encerradas com a descoberta do corpo de Luca, que aconteceu na tarde de 20 de maio, no Morro da Vila Baiana. Segundo a Polícia Civil, o policial foi torturado e julgado pelo ‘tribunal do crime’ antes de ser assassinado e enterrado no cemitério clandestino. Ao longo da operação, outros oito corpos foram encontrados enterrados em áreas livres da comunidade.