Integrante do PCC foi preso pela Dise de Itanhaém, que conseguiu localizá-lo após a captura da líder "Pandora" (Divulgação/ Dise de Itanhaém) Um “disciplina” do Primeiro Comando da Capital (PCC), responsável por conduzir o tribunal do crime e dar ordens para a facção, conhecido como “Nike”, foi preso na manhã desta segunda-feira (6) em Mongaguá, no litoral de São Paulo. O criminoso foi localizado após a prisão de “Pandora” em Itanhaém, uma outra “disciplina” da organização criminosa. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo a Polícia Civil, “Nike” foi preso na Rua José Dantas, no bairro Itaoca, por volta das 6h20. De acordo com o boletim de ocorrência obtido por A Tribuna, os policiais da Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Itanhaém conseguiram encontrá-lo após investigações que se iniciaram com a prisão de Pandora. Através dos cruzamentos de dados contidos no telefone da mulher, os agentes conseguiram identificar outros membros do PCC. Alto escalão Durante as investigações, comandada pelo delegado da Dise Bruno Lazaro e pelo investigador Anderson Henrique, a Polícia Civil chegou à pessoa que ocupava a posição de “disciplina” na comarca de Mongaguá. As apurações revelaram que ele tinha o papel de conduzir o tribunal de crime, ordenar castigos a pessoas que descumprissem as ordens do PCC e determinar regras de conduta diante de certas situações. Com autorização da Justiça, os policiais cumpriram mandados de busca e apreensão em dois endereços no bairro Itaoca. Em um deles, o procurado da Justiça conhecido como “Nike”, que tinha um mandado de prisão temporária em seu desfavor, foi surpreendido pela polícia, não tendo tempo suficiente de reagir. No imóvel foram apreendidos dois telefones celulares. Em outro endereço no mesmo bairro, nada de ilícito foi encontrado. Depois da ação, a Polícia Civil ratificou a prisão do homem e o conduziu à Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Posteriormente, "Nike" foi encaminhado à cadeia pública de Peruíbe. Pandora Conforme noticiado por A Tribuna, em 10 de março, a mulher de 30 anos, investigada por ser uma das líderes do PCC, foi presa por organização criminosa e associação ao tráfico de drogas no bairro Guarupá, em Itanhaém. Conforme apurado com a Polícia Civil, a líder do PCC tinha o vulgo de "Pandora" e ocupava o cargo de disciplina na facção, ou seja, era responsável por dar ordens e cobrar quem não cumpria as regras do grupo criminoso no litoral sul de São Paulo e no Vale do Ribeira. Nove prisões O PCC tem sido alvo de uma série de ações da Polícia Civil no litoral sul de São Paulo. Em março, nove integrantes da facção — entre eles uma “disciplina”, uma “sintonia final dos Estados” e quatro gerentes do tráfico — foram presos em Itanhaém, na Baixada Santista.