[[legacy_image_222774]] O músico Victor Ribeiro, de 26 anos, afirma que foi agredido por um agente da Guarda Civil Municipal (GCM) de Praia Grande na noite de terça-feira (15), na orla da praia do Boqueirão. A Prefeitura e o músico explicaram que o começo da confusão foi por conta de um equipamento de som. Mas as versões sobre os fatos se contradizem. (Veja vídeo mais abaixo) Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Ribeiro disse que estava com amigos tocando violão quando foi surpreendido pela chegada do GCM. “Eu saí para tirar o meu lazer com meu equipamento de som. Cheguei na praia, houve a abordagem e ele (o guarda) solicitou para que eu não ligasse o som, pois ele estava desligado. Meu amigo tinha um violão acústico e se sentiu no direito de cantar, direito dele. O policial se aborreceu”, conta. “No vídeo já está provado que o som estava desligado. Então ele (o guarda) chamou o reforço totalmente desnecessário. Ele já tinha falado que não era para ligar. A gente já tinha atendido ao pedido dele. Mas o guarda ficou aborrecido porque eu estava tocando violão, se achou no direito de oprimir”, diz. A equipe no local imobilizou o jovem e populares gravaram a ação. O vídeo repercutiu nas redes sociais. “Ele chamou reforço. Estava despreparado e fortemente agressivo, eu quase morri. As agressões partiram da apreensão desnecessária, do abuso da autoridade. Se eu trabalhei para ter algo meu e não estou infringindo a lei, ninguém tem direito de levar”, afirma. O equipamento de som apreendido é parte da produção para o músico realizar seus shows. Agora o jovem afirma está sendo obrigado a adiar compromissos e reagendar trabalhos pela falta do aparelho. “Meu maior dano moral, além da humilhação que passei, da surra que tomei e a vida que eu quase perdi, foi perder o equipamento do meu trabalho que eu lutei para ter. É muito triste. Ele chamou o apoio altamente desnecessário. Não tinha ninguém armado, não tinha maloqueiros”, comenta. O artista diz que está consultando um advogado e pretende entrar com uma ação contra a Prefeitura por conta dos danos causados pela ação da GCM. “Eu estou muito abalado, já chorei quatro vezes e o que mais me dói é ver minha mãe chorar”, relembra. A Prefeitura informou, em nota, que uma equipe da GCM estava em patrulhamento e abordou um grupo que utilizava uma caixa de som com o volume extremamente alto, infringindo o Código de Posturas e legislação específica municipais. A equipe diz ter orientado sobre a proibição e o proprietário diminuiu o volume. Quando os agentes deixaram o local, disseram que ele voltou a aumentar o som. Fazendo com que eles retornassem e aprendessem o equipamento. A Administração Municipal alega que o jovem resistiu às orientações, tentando impedir que a caixa fosse apreendida, sendo necessário ser “contido” pelos guardas, inclusive com o uso de algema.