[[legacy_image_282747]] Uma mulher transexual, de 29 anos, foi presa em flagrante por dano ao patrimônio público na manhã de segunda-feira (17), após quebrar o acrílico da recepção da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Peruíbe, no litoral de SP. A confusão foi após um funcionário ter errado seu pronome. De acordo com a Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP), uma equipe da Guarda Civil Municipal (GCM) foi chamada para a unidade, que fica na Rua Professora Terezinha Rodrigues Kalil, onde verificaram que a suspeita esperava por um atendimento médico, mas estava atrapalhando o atendimento dos outros pacientes. Ainda segundo a secretaria, foi por conta desta situação que um dos funcionários pediu para que ela se afastasse da entrada do consultório médico. Porém, a mulher relatou ter se sentido ofendida por ter sido tratada com o pronome incorreto, o que fez com que quebrasse a proteção de acrílico da recepção. Diante desta situação, foram solicitados pela Polícia Civil exames periciais pelo Instituto de Criminalística (IC) e pelo Instituto Médico Legal (IML). O caso foi registrado como dano contra o patrimônio público pela Delegacia de Peruíbe. A Prefeitura de Peruíbe informou, em nota, que a pessoa envolvida no caso não chegou a abrir a ficha. Sendo assim, a vítima não teria se apresentado na unidade formalmente como uma pessoa transexual, fato que apenas informou posteriormente, utilizando como justificativa para o ato que praticou. A Administração também reforçou que, de acordo com as testemunhas, ela foi até a unidade pedindo dinheiro para quem estava no local, pouco antes das 6 horas de segunda-feira (17), inclusive na frente do consultório médico, o que atrapalhava quem passava pelo atendimento médico. Neste momento, a Prefeitura disse que um recepcionista da unidade pediu para a mulher que não permanecesse em frente ao consultório, para não atrapalhar o atendimento médico. Diante disso, em uma atitude agressiva, ela foi até o balcão e danificou o patrimônio com a justificativa de estar indignada por não ter sido chamada por pronome feminino.