[[legacy_image_354089]] “Fiquei desesperada”, relata a autônoma Kátia Rocha Freitas, de 53 anos, nesta quinta-feira (2), em entrevista para A Tribuna, sobre um corte sofrido no pescoço por uma linha de pipa com cerol enquanto saia para procurar emprego. A vítima foi atingida pelo material cortante na Praça 14 Bis, em Vicente Carvalho, distrito de Guarujá, Litoral de São Paulo. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O corte aconteceu no dia 21 de abril, enquanto Kátia atravessava a praça de bicicleta. De início, a mulher disse ter visto a linha de pipa, mas não notou que havia cortado seu pescoço. “Só senti aquela ardência, mas também não dei atenção, e continuei pedalando”. Poucos segundos depois de sentir algo estranho, Kátia contou que sentiu uma água quente escorrendo pela região dos seios, passou a mão e notou que era sangue. “Logo em seguida, passei a mão no pescoço e já senti que estava machucado. Continuei, as vistas já começaram a falhar e atravessei para o outro lado, pedindo ajuda para as pessoas”. Enquanto sangrava, a autônoma contou que as pessoas a ajudavam, e uma mulher cedeu uma toalha que foi usada para estancar o sangue. Na sequência, foi levada para uma farmácia próxima, onde continuou recebendo uma assistência preliminar e aguardava pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ou a Polícia Militar (PM). Segundo a vítima, os dois foram chamados. Foram dois amigos, que chegaram após um tempo, que levaram Kátia para o hospital a fim de receber o atendimento. “Se fosse esperar pela polícia ou pela ambulância, acho que eu teria morrido naquele local. O nervoso foi tão grande que o tempo exato (de espera) eu não consigo dizer, porque fiquei muito desesperada. Era muito sangue”. Por sorte, a vítima ressaltou que estava passando devagar de bicicleta pelo trecho em que sofreu o corte. “Se eu estivesse mais rápido, acho que meu pescoço ficaria para trás. Porque foi muito rápido. Levei 10 pontos no lugar mais profundo e fiz uma colagem onde era mais superficial”. Kátia foi levada para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e, na sequência, transferida para o Hospital Santo Amaro (HSA), onde foi examinada e levou os pontos. Agora, após a recuperação, restou o trauma de linhas e pipas. “Quando eu vejo uma pipa no ar, eu já fico com medo, me dá aquele desespero e vontade de chorar”. O HSA, por meio de sua assessoria, confirmou a entrada da paciente e destacou que ela recebeu alta hospitalar no dia seguinte, no domingo do dia 22 de abril. Também reforçou que Kátia foi encaminhada à Unidade Básica de Saúde (UBS) para retirada dos pontos Em nota, a Prefeitura de Guarujá disse que o Samu não foi acionado para atender a ocorrência. A Polícia Militar (PM) informou que não encontrou registro de acionamento pelo 190 nesta data e local, assim como boletins de ocorrências.