Claudia Regina Pereira Torres diz que foi acusada falsamente de sequestrar uma criança em Praia Grande (Reprodução) A neuropsicopedagoga Claudia Regina Pereira Torres, de 51 anos, afirma ter sido falsamente acusada de tentar sequestrar uma criança em Praia Grande, no litoral de São Paulo. Após ter a sua imagem divulgada por uma mulher nas redes sociais, ela registrou um boletim de ocorrência por calúnia na Polícia Civil. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O caso aconteceu no bairro Guilhermina, na sexta-feira (24). Segundo Claudia, tudo se iniciou quando sua prima pediu que ela buscasse um amigo do filho, que passaria o fim de semana na casa da família. A neuropsicopedagoga diz que foi até o endereço informado, mas descobriu depois que a familiar havia enviado a localização errada. Ao chegar ao local, ela perguntou por um menino. Como a mãe da criança não residia naquele endereço, moradores indicaram outra casa onde havia um garoto com o mesmo nome, o qual foi preservado por motivos de segurança. Claudia conta que tentou entender a situação e, durante a conversa com a prima, descobriu que o número da residência estava incorreto. Segundo a neuropsicopedagoga, ela mostrou as mensagens recebidas, explicou o equívoco aos moradores e pediu desculpas à mãe do menino pela confusão. "Me mandaram o endereço errado", diz. Claudia afirma que deixou o local sem qualquer contato com a criança e, em seguida, foi até o endereço correto para buscar o menino para o qual realmente daria carona. Fotos nas redes sociais No dia seguinte, porém, fotos de Claudia passaram a circular nas redes sociais acompanhadas da acusação de tentativa de sequestro. A neuropsicopedagoga afirma que a publicação foi compartilhada em grupos de WhatsApp de diferentes cidades da Baixada Santista e que começaram a surgir versões falsas sobre o ocorrido, como a de que teria se apresentado como avó ou tia da criança. "Comecei a receber vários prints dizendo que eu tentei sequestrar o menino. As pessoas estavam compartilhando minha foto por toda parte", observa. A neuropsicopedagoga procurou imediatamente uma delegacia. Segundo ela, os policiais verificaram que não havia nenhum boletim de ocorrência relacionado à suposta tentativa de sequestro. O caso foi registrado por ela como calúnia no 2º Distrito Policial (DP) de Praia Grande. Provas do equívoco Claudia afirma possuir conversas, áudios, ligações e imagens que, segundo ela, comprovam que tudo foi resultado de um erro de endereço. Ela também destaca que as câmeras de segurança podem esclarecer o episódio. "As câmeras vão mostrar que eu fiquei parada tentando entender o que estava acontecendo e explicando toda a situação para a mãe do menino", destaca. A neuropsicopedagoga ainda questiona a versão divulgada nas redes sociais. "Quem vai sequestrar uma criança usando o próprio carro, com o marido e duas crianças dentro?", diz. A mulher ressalta que está se sentindo péssima, arrasada e preocupada por conta da situação. Mas afirma que não sofreu nenhuma retaliação. Mal-entendido Após a repercussão, a irmã do menino confundido publicou um vídeo afirmando que tudo não passou de um mal-entendido. Apesar disso, ela disse que a família ficou assustada com a situação e preocupada com a segurança da criança. A irmã também afirmou que os familiares não foram responsáveis pela divulgação das imagens de Claudia. Posicionamento A Tribuna entrou em contato com a mulher que teria feito as falsas acusações sobre Claudia. Entretanto, não houve resposta até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestações.