[[legacy_image_198438]] A mulher que matou o marido com mais de dez marretadas na cabeça, na tarde do último domingo (7), em Santos, "tem histórico de várias internações em razão de violência doméstica", afirma a advogada Hannah Schurkim, que defende a acusada. Segundo a advogada, a situação consta em histórico médico e boletim de ocorrência. "Nós temos diversos laudos médicos que comprovam o que foi relatado”, afirma. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A acusada foi levada para a Penitenciária Feminina, em São Vicente. Após a audiência de custódia, na manhã de segunda-feira (8), a Justiça decidiu que ela ficaria presa, mas com acompanhamento de profissionais para estabilizar seu quadro psiquiátrico. A advogada explicou que a cliente dela ainda estava em surto durante a audiência de custódia. “Ela apresentava alterações comportamentais e estava nitidamente alienada sobre os fatos que ocorreram”, conta. A defensora se negou a apresentar os laudos citados e informar com quais transtornos psiquiátricos a mulher teria sido diagnosticada. “Infelizmente não posso divulgar os laudos e nem a Classificação Estatística Internacional de Doenças (CID) por questões íntimas e de sigilo. Devido à necessidade de preservação da minha cliente”, explica. A advogada também disse ter sido solicitado um tratamento médico especializado para a mulher, para estabilizar o surto psicológico e garantir a segurança física dela e das outras presas. “Assim foi requerido que a ré passe a ter tratamento com urgência, com as devidas medicações no próprio local onde se encontra encarcerada, para que a mesma possa voltar ao seu equilíbrio mental”, comenta. Leia mais:‘Você matou meu pai’. Filha de homem morto a marretadas pela mulher filma cena do crime em SantosMulher que matou marido a marretadas em Santos: surtos e brigas eram constantes, dizem vizinhos SamuA Prefeitura de Santos afirmou que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que esteve no local chamado por vizinhos pouco antes do crime, seguiu os protocolos do Atendimento Pré-Hospitalar (APH) do País, reforçando que as equipes só podem prestar socorro, em situações inseguras, caso estejam acompanhadas da Polícia Militar (PM). Informou, ainda, que a equipe chegou ao local dos fatos e viu que a mulher portava uma arma branca, fazendo com que não fosse possível uma atuação imediata da equipe. A Prefeitura garante que o Samu acionou a PM e entrou no local já acompanhado pelos policiais, “realizando uma abordagem mais segura, além de correta de acordo com o protocolo de APH”.