[[legacy_image_198345]] Vizinhos relatam que a mulher de 53 anos que matou o marido com marretadas na cabeça, no domingo (8), em Santos, já tinha histórico de brigas e surtos. Em entrevista para A Tribuna, os moradores da rua afirmaram que a mulher tomava remédio controlado e tinha vício em bebidas alcoólicas. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Os vizinhos não quiseram se identificar, com medo de possíveis represálias. “Quando cheguei, já estava uma gritaria na casa ao lado, e eu falei que era melhor chamar a polícia, porque ela estava já quebrando tudo. Minha sogra falou que já tinha chamado (a polícia) duas vezes e nada foi resolvido”, explica. Os moradores sabiam que a mulher tinha transtornos psiquiátricos e os surtos eram constantes, mas o último, que levou ao crime, começou de madrugada. “Por volta de quatro horas da manhã, os gritos já tiraram o sono. Era quase diariamente isso aí, toda semana. Tira muito (a paz). A polícia veio duas vezes (no dia do crime) e não resolveu, porque ela trancou o portão”, conta um vizinho. “Ela estava quebrando tudo. Era caco de vidro, gritos o tempo todo. Assim, que o marido dela entrou (na casa), ela foi e deu uma marretada na cabeça dele”, relata.gt; Leia mais'Você matou meu pai'. Filha de homem morto a marretadas pela mulher filma cena do crime O vizinho explica que o barulho das marretadas na cabeça da vítima era alto. "Dava para ouvir os golpes da mulher contra o homem. Ela falava: ‘Seu vagabundo, você não queria?’ A filha dele, depois, apareceu e falou: ‘Olha o que você fez com meu pai? Era uma gritaria”, relembra. “Quando ela toma remédio, é uma pessoa bacana. Acredito que ela tenha parado de tomar. Escutei (o crime), mas não quis ver. Deu pra escutar o barulho da marretada. As filhas chegaram depois de uns dez minutos”, explica. Testemunhas afirmam, pelo barulho, terem sido mais de dez marretadas na vítima. A mulher estava em frente à sua residência quando os policiais chegaram para atender o caso. Segundo os agentes, ela ficou agressiva e falando palavras desconexas quando foi questionada sobre o crime. “Eu já sabia que ela tinha esse transtorno mental. Mas, desde sexta-feira, ela só gritava. Quebrava a casa toda e nada foi resolvido. A gente estava com medo aqui. Estávamos almoçando e de repente, ela tem uma arma. A gente não sabia o que poderia acontecer”, diz. Apesar do crime, um vizinho afirma ter esperança em uma melhora para a mulher. “Que os filhos a coloquem numa clínica para poder se restabelecer. Ela não é uma pessoa ruim, mas precisa ser cuidada”, conclui.