[[legacy_image_316772]] O advogado e assistente de acusação Fabricio Posocco informou que vai recorrer da decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) que decidiu pela absolvição do empresário Ricardo Penna Guerreiro, acusado de estuprar a ex-mulher, Juliana Rizzo, enquanto dormia sob efeitos de medicamentos. Para o advogado do acusado, Eugênio Malavasi, a situação de vulnerabilidade não foi comprovada. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O caso segue em segredo de justiça. Conforme o TJSP, as provas apresentadas pela defesa não foram suficientes para a caracterização do estupro, motivo pelo qual Guerreiro foi preso em janeiro. A decisão foi divulgada no dia 22 de novembro. Próxima etapaA próxima medida é aguardar o posicionamento do Ministério Público (MP) de São Paulo, uma vez que a decisão do TJSP pegou a defesa de Juliana de surpresa. “Vamos aguardar o posicionamento do MP (...) para decidir, nos próximos dias, qual será a medida jurídica a ser tomada. Lembrando que ainda é possível ingressar com recurso especial no Superior Tribunal de Justiça (STJ)”, admite Posocco. Por outro lado, o advogado do acusado afirma que pretende pedir pela liberdade do empresário. “Com a decisão colegiada que manteve a absolvição, entrei com um pedido de revogação dessa prisão, cuja fonte foi esse processo que ele restou absolvido”, explica Malavasi. Como Guerreiro já possui uma condenação por tentativa de homicídio contra seis pessoas em 2000 e estava em liberdade, após a acusação de estupro, a Justiça decidiu pela prisão enquanto responde pelo novo crime. Entenda o casoJuliana Rizzo teve um relacionamento de cinco anos com o empresário Ricardo Penna Guerreiro. Os dois se casaram com separação total de bens e, durante a gestação do filho do casal, Juliana afirma ter sofrido constantes agressões e ameaças - contra ela e também ao filho - do então marido. Enquanto eram casados, Juliana, que fazia uso de remédios antidepressivos e calmantes, filmou o próprio estupro, segundo ela. Uma câmera foi posicionada em frente à cama do casal e, com a mulher medicada e sem conseguir resistir, o empresário teria forçado uma relação sexual. Segundo a vítima, várias tentativas de separação foram feitas. Em uma delas, Juliana chegou a fugir para o interior do estado, mas foi perseguida pelo empresário. Outro crimeNo ano 2000, Ricardo Penna Guerreiro foi condenado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo a 37 anos de prisão por tentativa de homicídio contra seis pessoas em uma choperia de Praia Grande, após um desentendimento com o grupo. Na confusão, ele atirou contra outro homem armado e os dois ficaram feridos. Apesar de condenado, Guerreiro estava solto devido a um pedido de habeas corpus.