No local, foram apreendidos produtos destinados à esterilização e assepsia hospitalar (Divulgação / Polícia Civil) A mulher de 51 anos presa em flagrante durante uma operação da Polícia Civil contra clínicas estéticas clandestinas em Santos, no litoral de São Paulo, foi colocada em liberdade provisória após passar por audiência de custódia. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), a audiência foi realizada em 26 de junho. Na ocasião, a Justiça concedeu a liberdade provisória mediante pagamento de fiança equivalente a cinco salários mínimos, além da imposição de medidas cautelares. Entre as determinações, a mulher deverá comparecer mensalmente em juízo para justificar suas atividades, está proibida de se ausentar da comarca por mais de sete dias sem autorização judicial e teve suspenso o exercício de atividades econômicas relacionadas à intervenção na saúde e no corpo de outras pessoas. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) informou que as informações sobre a soltura são de responsabilidade da Justiça e que, caso tenha sido colocada em liberdade, a investigada poderá responder ao processo em liberdade. A prisão ocorreu na manhã de 25 de junho, durante o cumprimento de mandado de busca e apreensão em um imóvel no bairro Embaré. De acordo com a Polícia Civil, a mulher fornecia procedimentos estéticos de forma irregular. No local, os agentes apreenderam medicamentos de uso restrito e materiais hospitalares. O caso foi registrado na 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), da Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Santos, como cumprimento de mandado de busca e apreensão, falsificação de produtos medicinais e exercício ilegal da medicina. Foi constatada ainda a ausência de equipamentos essenciais para situações de emergência, como oxigênio e desfibrilador (Divulgação / Polícia Civil) Relembre o caso As investigações apontaram que a mulher, identificada pela polícia como Simone Santana de Moura, possui formação na área de estética, mas realizava procedimentos invasivos, como endolaser, com introdução de instrumentos no tecido subcutâneo e aplicação de anestésicos injetáveis, ultrapassando os limites permitidos para sua profissão. Durante a operação, policiais cumpriram mandados em um apartamento na Rua São José e em uma clínica na Rua Álvaro Alvim, ambos no Embaré. Nos imóveis, foram apreendidos seringas, incluindo algumas já utilizadas, luvas, aventais cirúrgicos, microcânulas, tubos para coleta de sangue, instrumentos cirúrgicos, centrífuga laboratorial, incubadora de plasma e medicamentos, entre eles cloridrato de lidocaína, anestésico de uso restrito. -Veja o vídeo (1.519661) Também foram recolhidos documentos relacionados aos atendimentos, fichas de pacientes, apostilas técnicas, certificados de cursos, aparelhos eletrônicos e registros de procedimentos. Segundo a Polícia Civil, o material indicava o funcionamento de um estabelecimento clandestino voltado à realização de procedimentos típicos da prática médica, sem autorização dos órgãos competentes. Os investigadores também constataram a ausência de equipamentos considerados essenciais para situações de emergência, como cilindro de oxigênio e desfibrilador, o que, conforme a polícia, aumentava o risco para os pacientes. Ainda de acordo com a investigação, a mulher utilizava as redes sociais para divulgar os serviços, apresentando-se como especialista e oferecendo procedimentos estéticos de maior complexidade, além de cursos e treinamentos. Na ocasião da prisão, ela foi autuada em flagrante pelos crimes de exercício ilegal da medicina e armazenamento e utilização de produtos medicinais irregulares. As investigações continuam para identificar possíveis vítimas e apurar se outras pessoas participaram da prática investigada.