[[legacy_image_301801]] Uma mulher de 26 anos morreu após ser esfaqueada pelo ex-marido em Praia Grande, litoral de São Paulo. Segundo apurado por A Tribuna, Karina de Oliveira Rocha estava internada desde a última quinta (28), quando ocorreu o crime, mas não resistiu. A Polícia Civil foi informada sobre a morte na madrugada desta quarta-feira (4) e já pediu a prisão do homem, que está internado. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Karina foi socorrida para o Hospital Irmã Dulce logo após o crime. A Reportagem procurou o hospital, mas não obteve detalhes. Relembre o casoKarina e o ex-companheiro, Juliano Bispo dos Santos, de 35 anos, foram encontrados esfaqueados dentro de casa, que fica na Rua Virgínia Ramos, no bairro Antártica. Eles foram socorridos em estado grave. A Polícia Militar (PM) foi acionada para atender a ocorrência por uma vizinha, para quem o filho do casal, de 9 anos, teria pedido socorro. Ao notarem marcas de sangue no chão da sala do imóvel, policiais arrombaram a porta de um dos quartos. Os agentes encontraram o homem e a mulher desacordados e com ferimentos no pescoço. No quarto, havia um facão sujo de sangue e, no sofá da sala, duas facas pequenas. As lâminas foram apreendidas. Respingos de sangue também foram encontrados pela perícia na cozinha do imóvel. No cômodo, as manchas de sangue na porta, que fica nos fundos da casa, deram a entender que houve uma tentativa de fuga de um dos envolvidos no caso. FeminicídioNo dia dos fatos, a PM informou que foi acionada “para atender uma ocorrência de desinteligência”. Aos policiais militares, a vizinha que os acionou relatou que havia ocorrido uma briga de casal. Depois, em depoimento à Polícia Civil, a mãe da vítima revelou que Juliano tinha um histórico de agressões físicas contra Karina. Uma semana antes do crime, ela teria, pela primeira vez, registrado um boletim de ocorrência. A mãe também revelou que Karina estava na casa dela, em Cubatão, mas teria decidido voltar à Praia Grande um dia antes do crime, contrariando orientações da família. Aos policiais, mãe contou que teria alertado a família sobre o perigo desse retorno, já que o suspeito poderia desrespeitar as medidas protetivas concedidas em favor de Karina. O filho do casal, que tinha ficado com o pai para poder frequentar a escola, foi recolhido pelo Conselho Tutelar e, em seguida, entregue à avó materna. Inicialmente, o caso foi registrado pela Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Praia Grande. As investigações seguem por meio da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) do município. Não há informações sobre o estado de saúde de Juliano, que também havia sido internado no Hospital Irmã Dulce. Também não se sabe se os ferimentos do homem foram causados pela mulher, em uma eventual briga, ou por ele próprio, em tentativa de suicídio.