Maria Eduarda Fardelone tinha 25 anos e não resistiu a um disparo acidental em Guarujá (Reprodução/Redes sociais) Uma mulher de 25 anos que foi baleada após um disparo acidental de arma de fogo dentro de um apartamento morreu em Guarujá, litoral de São Paulo, na noite deste domingo (20). A vítima, Maria Eduarda Fardelone de Carvalho, foi atingida no rosto e não resistiu. A arma pertencia a um policial militar de folga, que estava no imóvel com um grupo de amigos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O caso aconteceu na Rua Allan Kardec, no Parque Enseada, por volta das 19h30. De acordo com o boletim de ocorrência, Maria Eduarda estava em um apartamento alugado junto com amigos para passar o fim de semana. Eles chegaram no imóvel na última sexta-feira (18). O disparo acidental teria acontecido quando uma mulher, de 24 anos, amiga de Maria Eduarda, teria entregado a arma de fogo para a vítima depois de manuseá-la. Nesse momento, a pistola estaria sem munição, mas com um projétil na câmara de disparo. A vítima teve a morte constatada às 19h50 pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que foi acionado para atender a ocorrência. O caso foi registrado como homicídio culposo pela Delegacia Sede de Guarujá. Depoimentos De acordo com o boletim de ocorrência, a mulher de 24 anos relatou saber que um dos amigos que estavam no imóvel era policial militar, mas que não tinha conhecimento sobre ele estar armado no apartamento. Ela disse à Polícia Civil que viu o PM, de 28 anos, colocando a arma na cintura, o que despertou uma certa curiosidade e a fez pedir para que pudesse manusear a pistola. Ainda conforme o documento, Maria Eduarda estava na sala quando percebeu a amiga manuseando a arma e teria pedido para pegar a pistola. O disparo acidental teria acontecido no momento em que a arma foi entregue para a vítima. Já o policial militar relatou na delegacia que deixou a arma desmontada durante todo o fim de semana e guardada em um armário do apartamento onde estavam, "sem que seus conhecidos soubessem que estava armado". Segundo dito pelo agente à Polícia Civil, a pistola foi deixada em cima do sofá enquanto ele amarrava o tênis e foi possível ouvir as duas mulheres conversarem sobre a arma. Conforme o boletim de ocorrência, o PM disse que "em momento algum entregou a arma" ou mencionou algo que permitisse que a mulher pudesse manusear o armamento. A pistola foi apreendida juntamente com um carregador e foi encaminhada para perícia.