[[legacy_image_91763]] Uma mulher internada em uma clínica de repouso denunciou crimes sexuais e situações de abuso no local, por meio de um bilhete secreto. Ela e outras 32 mulheres eram mantidas aprisionadas em celas em Crato, no Sul do Ceará, sob condições sub-humanas. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! A vítima entregou uma mensagem a uma de suas irmãs há cerca de duas semanas. Nela, pedia socorro e dizia estar sendo violentada. Familiares da vítima mostraram o bilhete à delegada titular da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) da cidade, Camila Brito, que ficou responsável pela investigação. "Diga à *** [irmã da vítima] que estou sofrendo abuso sexual. Manda ela vir me tirar. Manda ela fingir que não tenho nada. Para eu poder sair. Sou eu e minha amiga que 'está' sofrendo. Urgente. Me tire daqui. Manda ela pegar o dinheiro. Depois eu pago a ela, vem logo por favor", escreveu a mulher mantida em cárcere e violentada em clínica. Após a saída da mulher da clínica, ela prestou depoimento e auxiliou no pedido de prisão preventiva do autor dos crimes, o diretor da clínica. Fábio Luna dos Santos foi preso na DDM por crime sexual contra duas vítimas e também foi autuado em flagrante por cárcere privado e maus-tratos, além de ser suspeito de desvio de dinheiro das internas. Segundo a Polícia Civil, a clínica está em funcionamento desde 2015. O local abrigava idosas e internas com problemas psiquiátricos entre 30 e 90 anos de idade. Segundo a delegada, o local não tinha estrutura para manter as 33 mulheres, que ficavam trancadas em cubículos minúsculos, sujos e sem ventilação. Haviam restos de comida dentro de baldes espalhados pelo local, cinco cachorros de médio porte e porcos. Segundo a delegada, com relação aos crimes de cárcere privado e maus-tratos, o suspeito disse que o local era "apropriado para elas porque tinham problemas psicológicos e tinham que ficar presas". *Com informações do G1