[[legacy_image_247585]] Uma mulher, de 23 anos, sofreu uma tentativa de furto na tarde de terça-feira (14) em um supermercado na Avenida Anchieta, no Jardim Albatroz, em Bertioga. A vítima foi a confeiteira Isabella Costa, que diz ter deixado o celular na prateleira com seu cartão de débito, que realiza pagamento por aproximação, dentro da capinha quando ele desapareceu. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Tudo começou quando Isabella, acompanhada da mãe, foi até o supermercado para repor o estoque da confeitaria e, durante as compras, disse que deixou o celular, com a lista de produtos e a caneta na prateleira enquanto pegava detergentes. [[legacy_image_247582]] “Coloquei as coisas no carrinho, peguei a lista com a caneta e deixei meu celular. Não sei porquê. Chegando no caixa, em questão de um minuto, percebi que não estava com ele. Nisso que voltei para procurar tinha uma pessoa comprando detergente e perguntei sobre, ela negou ter visto e disse que tinha acabado de chegar”, conta. Nesse momento, a confeiteira comentou ter pedido para a mulher o celular emprestado, para ligar para o aparelho dela. De imediato, a vítima disse que a desconhecida explicou não ter saldo para ligações, mas emprestou para uma chamada à cobrar. “Disquei o número, ligou e caiu na caixa postal”. Foi o suficiente para que a confeiteira decidisse ir até a segurança do estabelecimento, onde foi informada que seriam puxadas as imagens das câmeras de monitoramento para descobrir se alguém teria furtado o aparelho. “Depois que eles viram as imagens, voltaram e disseram que viram todas as gravações e teriam 99% de chances de ser uma pessoa que havia passado por mim. Mas não informaram quem seria, como estava ou qual tipo de roupa”, diz. Segundo a vítima, a equipe de segurança afirmou que iria chamar a suspeita para conversar e ligariam para o celular dela. Caso tocasse, saberiam que o aparelho estava com a mulher que teria supostamente furtado. Contudo, o plano não deu certo. Notando a movimentação, a suposta criminosa chamou Isabella e a mãe da vítima para conversar. A mesma disse ter visto a pessoa que estava perto delas durante a passagem pelo corredor em que a confeiteira perdeu o celular, mas a mesma teria ido embora do estabelecimento. “Nisso a mulher já estava no caixa para passar a compra dela. Eles disseram que iria deixar ela terminar e iriam pará-la no portão de saída para questionar sobre o celular. Quando chegou a vez dela (passar as compras), ficamos olhando bem e ela estava toda desconfiada, com cara de assustada”, explica. Ainda segundo a vítima, em determinado momento, a suspeita chamou a mãe de Isabella para um canto. “Minha mãe foi até ela e ouviu: ‘A moça que pegou o celular da sua filha passou por mim e me entregou. Ela colocou dentro da minha bolsa e pediu para te devolver’”. Durante a entrega, a mãe da confeiteira disse ter ouvido a suspeita falando ‘Achado não é roubado’ enquanto justificava o ocorrido para as pessoas em volta. A mãe da vítima pegou o celular e o cartão e devolveu para Isabella. Foi quando ambas disseram ter descoberto que a primeira mulher, que emprestou o celular para ligar à cobrar, seria a filha da suspeita e acobertou a ação criminosa. O medo da confeiteira foi perder o cartão, que realiza pagamento por aproximação, com todo dinheiro que havia guardado. Além do celular ter dois chips, um pessoal e outro profissional, o que levaria a perder todo contato de clientes que possui em sua agenda e número. “Senti raiva. Ela foi dissimulada, tentou me ajudar e foi muita falsidade. Viu que esqueci o celular, que estava errada em esquecer, mas dentro do celular tinha meu cartão e meu maior medo era perdê-lo”, conclui. A Tribuna procurou o supermercado em que aconteceu o crime e a Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP), porém não houve retorno sobre o caso até o fechamento desta matéria.