[[legacy_image_172266]] A secretária de escola Elza Alves Gonçalves, de 49 anos, esfaqueada pelo ex-namorado em Itanhaém, relatou ter sofrido os golpes logo quando acordou. O crime foi cometido em fevereiro e o acusado, Rafael Batista, de 35 anos, foi preso nesta quinta-feira (28). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Em entrevista para a TV Tribuna, Elza disse que tentou terminar o relacionamento por várias vezes, mas o acusado não aceitava. O último pedido foi feito na noite anterior ao crime. Depois disso, Rafael saiu do apartamento onde a vítima mora e retornou de manhã. "Eu ainda estava dormindo. Aí quando eu acordei, ele já estava dentro do meu quarto, com uma faca na mão. Ele colocou a mão na minha boca e me deu uma facada. Eu já não sabia mais o que estava acontecendo", recorda a vítima. A mulher conta que o acusado estava embriagado no dia do crime e que viveu um relacionamento de cinco anos com ele. Durante o período, foram várias tentativas de término, mas sem sucesso. "A gente não tinha nem brigado nesse dia. Ele tinha ido na minha casa à noite (anterior) e falado que queria ficar comigo, e eu falei que não queria mais e pedi pra ele ir embora. Eu sempre falei com tanta educação pra ele. Se eu não confiasse (nele), ele não estava dentro da minha casa. Foi uma coisa que eu não entendo", desabafa. PrisãoResponsável pelo caso, a delegada Damiana Shibata, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Itanhaém disse que o acusado estava trabalhando como pedreiro em uma obra e que o mesmo não ofereceu resistência, mas optou por se manifestar somente em juízo. "Ele não resistiu à prisão. Aparentemente já sabia do que se tratava, porque ele estava se ocultando, afinal de contas já fazia 2 meses que o mandado de prisão tinha sido expedido. Ele não manifestou resistência, mas também não quis se manifestar sobre os fatos", conta, também em entrevista à TV Tribuna. Relembre o casoElza Gonçalves e o filho, de 31 anos, foram encontrados no chão do apartamento onde moram, no bairro Guapiranga, no dia 4 de fevereiro. A Polícia Militar foi acionada e constatou que as vítimas sangravam muito em função de ferimentos de faca. Ambos foram hospitalizados e passaram por cirurgia. Desde a data dos fatos, a Polícia Civil iniciou as investigações e pediu a prisão preventiva de Rafael, a qual foi aceita pela Justiça. Ele foi encontrado na tarde desta quinta (28), na Rua Francisco Rodrigues Gomes, no bairro Sabauna, quase três meses após os fatos. O acusado foi encaminhado à cadeia pública de Peruíbe, onde está à disposição da Justiça.