À esquerda, marcas de sangue no local onde a mulher e o atual companheiro foram esfaqueados, em Cubatão; à direita, Paulo Cesar Borges Santos, suspeito do ataque, preso em São Vicente (Divulgação/PM) A mulher esfaqueada pelo ex-companheiro no bairro Vale Verde, em Cubatão, permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Em entrevista para A Tribuna, uma pessoa próxima à vítima relatou que ela já havia sofrido agressões durante o relacionamento e chegou a ser ameaçada de morte na sexta-feira (9), um dia antes do crime. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo o relato, o homem, identificado como Paulo Cesar Borges Santos, de 34 anos, procurou a mulher no restaurante onde ela trabalhava, em Cubatão, e afirmou que iria matá-la. As ameaças seriam frequentes, assim como as agressões físicas durante as discussões. O suspeito foi identificado e preso no domingo (11), um dia após o crime, durante uma operação das equipes de Ações Especiais da Polícia Civil. Ele é investigado pelo ataque a facadas contra a ex-companheira e outro homem, ocorrido no bairro Vale Verde, em Cubatão. "Ele sempre ameaçou, sempre foi agressivo, até nas palavras dele", afirmou a pessoa ouvida pela reportagem. O relacionamento teria durado aproximadamente três meses. Apesar do pouco tempo juntos, a convivência, segundo o relato, foi marcada por episódios de violência. A vítima trabalhava em um restaurante no período da tarde e da noite. Pessoas próximas ainda aguardam informações sobre seu estado de consciência e seguem na expectativa de sua recuperação. "Ela segue na UTI, está lutando pela vida", relatou a pessoa entrevistada, que também destacou a quantidade de golpes de faca sofridos pela mulher. Além dela, outro homem foi atingido por golpes de faca durante o ataque. De acordo com o relato, ele sofreu ferimentos menos graves e passa bem. A família espera que o suspeito seja responsabilizado pelo crime. "A gente quer que ele pague, porque ele achou que tinha direito de tirar a vida dela. E ele não tem esse direito", afirmou uma pessoa próxima à vítima.