[[legacy_image_355934]] A mulher em situação de rua de 45 anos, que afirma ter sido estuprada por um homem na Rua Brás Cubas, no Centro de Santos, no último dia 1º,está sendo atendida e acompanhada pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Seds) da cidade. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo a prefeitura, a mulher foi localizada pela Equipe de Abordagem Especializada e está sendo acolhida em um dos abrigos da Seds, com acompanhamento da equipe técnica e psicológica do local. Na última quinta-feira (9), ela prestou depoimento na Delegacia de Defesa da Mulher de Santos (DDM) sobre o caso. Ela alegou que foi vítima de violência sexual, contradizendo a versão do suspeito, que, em depoimento na quarta, disse que não cometeu o crime, pois teria pagado R\$ 10 e um lanche por programa com a mulher. RelembreO caso aconteceu na tarde de 1º de maio, feriado do Dia do Trabalho, e ganhou repercussão nas redes sociais. O vídeo que circula na internet mostra o homem abordando a mulher em situação de rua na Rua Brás Cubas, tocando seus genitais em plena luz do dia, e ela reage chutando o braço dele, enquanto come um sanduíche de queijo. Na sequência, o suspeito monta uma 'cabana' com papelão e uma tampa de contentor de lixo. Depois disso, o registro o mostra um suposto abuso sexual da mulher em situação de rua. Especialistas ouvidos por A Tribuna analisaram as imagens para tipificar se os autores do vídeo poderiam responder legalmente e afirmaram que, de maneira geral, a população não está obrigada a comunicar a ocorrência de um crime que presenciou, porém, em algumas situações, a omissão pode ser tipificada como 'conduta criminosa'. Todos os envolvidos foram ouvidos nesta semana. PopulaçãoA Tribuna questionou a Prefeitura de Santos sobre o número atualizado de moradores em situação de rua na cidade e se após o ocorrido serão tomadas medidas de prevenção e conscientização para que outras mulheres não sejam vítimas. Em resposta, foi informado que o último censo, desenvolvido em 2019 pela Seds e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) – Campus Baixada Santista, apontou que o município possui 868 pessoas em situação de rua acima de 18 anos, sendo 761 vivendo nas ruas, a maioria na Região Central, orla e Porto/Macuco, e 107 nos serviços municipais de acolhimento. Os dados constam em relatório apresentado em dezembro de 2020. A gestão destaca que, durante o período pandêmico, os atendimentos aos moradores em situação de rua foram intensificados e ampliados. Além da oferta de abrigo e acesso aos serviços municipais, a população foi vacinada contra a covid-19 e teve ações voltadas à segurança sanitária e alimentar, por meio da distribuição de kits de higiene e ampliação do acesso aos restaurantes da rede Bom Prato, entre outros serviços. Ainda segundo a gestão, a cidade conta uma ampla gama de serviços voltados à população mais vulnerável, em especial à população em situação de rua, para garantir o resgate de sua cidadania e a saída das ruas. Entre os projetos está a abordagem social, que é um serviço realizado por uma equipe de educadores sociais que identifica famílias e indivíduos em situação de risco pessoal e social em espaços públicos, como trabalho infantil, exploração sexual de crianças e adolescentes, situação de rua, uso abusivo de crack e outras drogas. O serviço visa garantir atenção às necessidades imediatas das pessoas atendidas, incluindo-as na rede de serviços socioassistenciais e nas demais políticas públicas, na perspectiva da garantia dos direitos.