(Alexsander Ferraz/AT) Uma mulher de 38 anos foi presa após tentar vender o filho de um ano por R\$ 1,2 mil em Praia Grande. Com o bebê no colo, a indiciada tentou vendê-lo aos banhistas e agrediu policiais militares (PMs) durante sua abordagem. Com sinais de embriaguez, ela mordeu a mão do agente. Conforme o boletim de ocorrência, o caso aconteceu no dia 18 de novembro na praia da Ocian. Quando policiais militares realizavam policiamento preventivo de rotina durante a tarde, foram informados sobre uma ocorrência na Avenida Presidente Castelo Branco. Chegando no local, a equipe encontrou um grupo de populares na orla. Os banhistas disseram que uma mulher visivelmente bêbada estava pedindo dinheiro e pegando latas de alumínio na areia com um bebê no colo. Os PMs caminharam pela área e encontraram outra testemunha que relatou que a mulher estava oferecendo o bebê por R\$ 1,2 mil. Em seguida, os PMs encontraram a mulher e o bebê engatinhando na areia. Durante a revista pessoal, acharam fraldas e um copo infantil contendo líquido transparente com forte cheiro de álcool. Quando conversaram com a abordada, a indiciada passou a ficar extremamente agressiva, chutando um policial e o mordendo na mão direita. Diante da agressividade, a mulher foi presa com o uso de algemas. O menor foi levado ao Pronto-Socorro Central para constatar se o menino tinha ingerido álcool também, porém não foram encontrados indícios que comprovasse essa suposição. Mas foi atestado que a vítima estava com quadro de desidratação. A mulher foi presa em flagrante e conselheiras tutelares foram acionadas para acolher o menor. Foi realizada a apreensão do copo infantil contendo líquido com cheiro de álcool e foi expedida a requisição de exame toxicológico para o bebê. Também foi pedido um exame do Instituto Médico Legal (IML) ao PM mordido. A Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP) destacou que o caso foi registrado como maus-tratos e resistência na Central de Polícia Judiciária (CPJ) da Praia Grande. Solta em seguida De acordo com o Tribunal de Justiça de São Paulo, a mulher foi solta após audiência de custódia. O julgamento aconteceu no dia 19 de novembro e a prisão cautelar foi substituída por medidas protetivas, nos termos do art. 20 da Lei nº 14.344/22, que consiste em proibição de contato por qualquer meio (direto ou indireto) e de aproximação com a vítima-menor, mantendo distância mínima de 300 metros.