[[legacy_image_261968]] Uma mulher de 51 anos foi agredida por outra no Bairro Paecará, em Vicente de Carvalho, distrito de Guarujá, depois de discussão dentro de um ônibus municipal. A vítima fraturou o ombro direito, o dedo médio da mão esquerda e o nariz, o que impede que ela faça atividades básicas sozinha, como comer e tomar banho, e necessite da ajuda de uma das filhas, que mora com ela. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! "Estamos aguardando a realização do exame de corpo de delito, marcado para segunda-feira (24), mas ela vai ter que ser internada para colocar placas e pinos no úmero (maior osso do braço). Não tem outro jeito de consertar", afirmou o filho Mike Lino. O caso foi registrado no 2º DP de Guarujá como lesão corporal. O rapaz também pretende ir à Delegacia da Mulher e abrir processo criminal contra a City Transporte Urbano, empresa que administra as linhas municipais de Guarujá, pois o motorista ainda esperou que a agressora retornasse após a agressão. "Essa mulher tentou matar minha mãe", afirma. Tudo aconteceu por volta de 21h18 desta quarta-feira (19), quando Rosilene da Silva Lino estava na linha 55 indo para casa, depois de ter ido até o Bairro Enseada pegar um dinheiro emprestado com um ex-patrão. A vítima está desempregada e vende empadas nas ruas da cidade. "Na volta, um rapaz a chamou para tomar duas latas de cerveja e veio bebendo outra no caminho com ela. Minha mãe não costuma beber por ter alguns problemas de saúde, então pouca quantidade já é suficiente para que fique alterada. Fez isso para abstrair, em razão de alguns problemas. Uma mulher se incomodou, e passou a chamar minha mãe de cachaceira. E começou a discussão", explica o filho. AgressãoSegundo o Boletim de Ocorrência, na altura das avenidas Engenheiro Silvio Fernandes Lopes e Oswaldo Cruz, o ônibus para no ponto, aumenta a discussão e a mulher - que seria parda, forte, com cerca de 1,68m de altura - empurra Rosilene dentro do coletivo, provocando sua queda. Logo depois, a vítima sai correndo. "Uma outra testemunha disse que minha mãe estava incomodando o motorista, querendo ficar em pé, bebendo na parte da frente do ônibus. E que ele havia pedido para que minha mãe se sentasse, alegando que ela poderia cair, mas ela não sentou", conta o filho. Segundo Mike, quando a mãe dele desceu do ônibus após ser agredida, a mulher desceu do coletivo atrás dela, e chutou a coluna de Rosilene, provocando nova queda, agora na calçada, e desmaio, já que bateu a cabeça e, provavelmente, foi quando aconteceu também a fratura do nariz. Depois, a vítima foi acordada por populares. "Ela viu que minha mãe não estava se mexendo e desferiu vários pisões e chutes no rosto dela. Pisou nas costas, nádegas, no dedo...", descreve. A indignação do rapaz foi maior ainda porque o motorista aguardou a agressora voltar ao ônibus, seguindo normalmente viagem. "E ainda deu fuga para ela. Quem compactua com isso é bandido", afirma Mike. "Só bateram em minha mãe por ser uma pessoa de idade, alcoolizada e fora de si. Eu também já bebi dentro de ônibus, como fazem muitos no litoral durante o verão, e ninguém agride. Que colocassem minha mãe para fora do ônibus, mas tentaram matar minha mãe", ressalta. O filho de Rosilene chegou a ir até à City Transporte Urbano solicitar imagens do coletivo para reconhecimento da agressora e o nome do condutor. Tudo foi negado, segundo Mike. "A empresa falou para mim que eles têm 300 funcionários e que a linha 55 tem 10 ônibus rodando por período. Ou seja, são 20. Essa linha passa de hora em hora. Se tivesse tudo isso, o trajeto que ela faz de Vicente de Carvalho para o Perequê, onde eu já morei, não demoraria quase 1h30", conta. A City Transportes disse que instaurou uma sindicância interna para avaliar a conduta do motorista. "De forma alguma isso vai ficar assim. É injustificável. Tiraram a dignidade dela e da nossa família. A sensação é de impotência e de injustiça", finaliza Mike.