As vítimas são do Vale do Ribeira (Reprodução) Uma mulher, de 43 anos, é acusada de aplicar golpes on-line com vendas e leilões falsos em grupos de WhatsApp no litoral de São Paulo. Ela teria conseguido clientes por meio de um grupo conhecido na região, chamado ‘Bazar da Vivi’, que existe desde 2020. Ao menos três boletins de ocorrência foram registrados para denunciar os casos, que são investigados pela Polícia Civil. Em contato com A Tribuna, a mulher acusada, identificada como Valdete Fernandes, negou os crimes. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! A comerciante Viviane de Fátima, de 40 anos, é responsável pelo Bazar da Vivi e explica que, nesse grupo, as pessoas possuem a liberdade de anunciar os produtos que querem vender. De acordo com Viviane, por indicação de uma amiga, Valdete foi adicionada no grupo em fevereiro deste ano, mas a administradora do Bazar da Vivi percebeu algo estranho. “Ela (Valdete) usou (meu grupo) para pegar clientes. Comecei a desconfiar que as mercadorias dela tinham preços muito baratos, suspeitei que estava vendendo carga roubada”, diz Viviane. Por conta dessa desconfiança, Viviane pediu para Valdete criar seu próprio grupo e sair do Bazar da Vivi. A mulher acusada criou seu grupo, mas, antes de seguir as orientações de Viviane, enviou um link de convite para as pessoas entrarem no novo grupo. “Ela colocou o link no meu grupo e o pessoal começou a entrar. Mas as pessoas só entraram porque pensaram que era um grupo verdadeiro”. “Quando ela postava mercadorias dentro do meu grupo, como air fryer e jogo de panela abaixo do preço, o pessoal já comprava. Depois, as pessoas foram para o grupo dela, de leilões”. Viviane se sente culpada e usada pelo fato de as pessoas terem caído em golpes após Valdete usar seu grupo de vendas. “Você ouvir de uma pessoa: 'Poxa, Vivi, eu acreditei tanto no seu grupo, eu comprei tanta coisa certinha lá, acreditei tanto e agora eu perdi R\$ 300’. Você acaba se sentindo uma porcaria”, desabafa. Vítimas A Tribuna teve acesso a três boletins de ocorrência, e entre as vítimas, havia moradores de Iguape e Ilha Comprida. Essas pessoas realizaram compras no grupo de leilões de Valdete e nunca receberam os produtos, mesmo tendo feito o pagamento via Pix. Entre os produtos adquiridos estavam jogos de panela, panos de prato, air fryer, panela elétrica e conjunto de lingerie. As três vítimas perderam mais de R\$ 700, ao todo. Outro lado Valdete Fernandes, acusada de aplicar os golpes, foi procurada pela reportagem de A Tribuna e negou as acusações. "Não dei golpe em ninguém. Por isso, já acionei (um) advogado”, relatou. SSP A Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) informou que os casos estão sendo investigados pela Delegacia de Iguape e pela Delegacia de Ilha Comprida. Dessa forma, as autoridades trabalham para esclarecer todos os fatos.