[[legacy_image_331266]] Uma mulher, de 33 anos, abriu um boletim de ocorrência (BO) afirmando ter sido estuprada por 12 homens, sendo 11 policiais militares (PMs), durante uma festa em que esteve presente em julho de 2023, em Guarujá, no Litoral de São Paulo. A vítima relatou ter sido convidada para um churrasco em uma casa alugada por PMs, onde teria sido dopada e violentada. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! A vítima teria amizade com três dos policiais e, por anos, participou de festas organizadas pela PM. Muitos desses convites foram feitos durante a Operação Verão, quando um grande efetivo de policiais se desloca da Capital e outras cidades do Estado para garantir a segurança no Litoral Sul. Acompanhada de uma amiga e de outros dois homens, ela disse que, ao chegar à residência, ficou surpresa ao perceber que não havia outras mulheres na festa. Segundo ela, em outras festas das quais participou, a presença de mulheres era comum. Depois que começou a ingerir uma bebida alcoólica, a mulher decidiu voltar para casa, mas foi convencida a ficar. Ela disse que voltaria para cuidar dos filhos, já que a babá, que estava com eles, iria embora. Foi quando um dos PMs ofereceu uma quantia em dinheiro para que pagasse a babá para continuar a cuidar das crianças e, assim, ela pudesse ficar na festa. Assim foi feito. No BO, a vítima informou que, depois de ir ao banheiro, notou que o copo que consumia estava em outro lugar e, depois de ingerir a bebida, passou mal e desmaiou. Em certo momento, um conhecido foi em sua direção e a beijou. A mulher lembra de depois disso ter tido relações sexuais com o suspeito e, mais tarde, percebeu estar em um quarto com vários homens. Nesse cômodo, diz ela, não conseguia se defender e foi estuprada. Nesse momento, ela teria ouvido de um dos agressores: “Vai logo, agora é a minha vez”. Um amigo da vítima, que também estava na festa, abriu a porta do quarto e a viu sendo abusada pelos homens. Imediatamente, pediu para que parassem e a retirou do quarto. Ele teria dado um banho na mulher e a deixado dormir, para que se recuperasse. O dia seguinteQuando acordou, a mulher estava na sala, ainda suja e com ferimentos nos braços, pescoço e pernas. Um policial chamou um carro por aplicativo para que ela voltasse para casa na companhia da amiga, que também estava na casa. Dentro do veículo, a amiga teria dito que, durante a festa, foi até o quarto e encontrou a vítima com um homem. O suspeito ainda teria pedido para que a mulher a segurasse para manter relações com ela, mas ela se negou e fechou a porta. Porém, momentos depois, disse ter voltado ao local e encontrou a amiga cercada por vários homens. Meses depois, reconhecendo ter sido vítima de um estupro coletivo, a mulher decidiu fazer o registro da ocorrência em uma delegacia. Entretanto, ao consultar um amigo PM e ter explicado o que ocorreu durante a festa, a vítima foi aconselhada a não fazer a denúncia. Ela, inclusive, alega que foram oferecidos R\$ 30 mil para que não divulgasse os nomes dos envolvidos. O que diz a SSPProcurada, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que a Polícia Civil investiga o caso e foram requisitados exames sexológico e médico para a vítima. O caso foi registrado na 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) na Capital e encaminhado à DDM de Guarujá. Em nota, a SSP afirma ainda que a Polícia Militar instaurou uma sindicância para apurar a participação de policiais militares no crime.