[[legacy_image_347272]] Uma ex-moradora de Praia Grande foi morta pelo companheiro na cidade de Bálsamo, no interior de São Paulo. Beatriz Ribeiro Rocha Freitas, de 25 anos, estava em um relacionamento com Fernando Rodrigues da Silva, de 44 anos, há cerca de quatro anos. Na noite desta quarta-feira (3), ele se apresentou à Polícia junto de um advogado e confessou o crime de feminicídio. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Beatriz foi encontrada morta com dois tiros na cabeça na última sexta-feira (29) na casa onde morava. Questionado pela Polícia, Fernando disse que descartou a arma utilizada, um revólver calibre 32, mas depois a pistola foi encontrada e apreendida. O armamento não estava registrado no nome do homem e ele justificou que o tinha recebido como pagamento de uma dívida. O delegado do caso, André Balura, disse que aguarda o resultado da perícia e os depoimentos de outras testemunhas, para depois interrogar Fernando sobre a motivação do crime. “Por enquanto, ele só se limitou a dizer que fez uma besteira”, contou. Até o momento, Fernando está preso temporariamente e segue à disposição da Justiça. Já Beatriz foi enterrada em Praia Grande, onde vivia antes de mudar para Bálsamo. RelacionamentoA mãe de Beatriz, Cleidilene Pereira Rocha, disse à TV Tribuna que já fazia tempo que a filha relatava por telefone os comportamentos de ciúme do companheiro. O que era acompanhado, inclusive, de agressões. “Ele era muito possessivo com ela, muito ciumento de tudo e de todos, tinha ciúmes até de mim como mãe. Quando meu neto tinha 3 meses, ela me ligou numa madrugada falando que ele tinha enforcado ela e tentado matar ela. E ela estava com o bebê no colo. Ela gritou e ninguém ajudou”, relatou. A mãe contou ainda que os dois se conheceram em São Paulo, mas Beatriz morava em Praia Grande e Fernando, em Bálsamo. Pouco tempo depois, Beatriz engravidou de Fernando e foi morar com ele no interior. Ela estava no 2º ano da faculdade de Bioquímica e trabalhava como designer de sobrancelhas. A última vez que Cleidilene conversou com a filha foi algumas horas antes do crime. A mãe disse que a filha já tinha decidido se separar e até preparado a mudança, mas precisava apenas de um caminhão. A mãe acrescentou que tinha preparado uma casa para que Beatriz pudesse se mudar, mas não deu tempo. “A última vez que a gente conversou foi bem difícil. Ela falou: ‘Mãe, nós vamos vencer e vamos ser felizes’”, contou. DefesaOs advogados da família da vítima acreditam que, embora Fernando tenha se entregado, muitas informações ainda precisam ser esclarecidas. Uma delas é sobre o verdadeiro envolvimento de uma testemunha que prestou depoimento que serviu como base para o registro do boletim de ocorrência do caso. Beatriz Havassoli Hidalgo, uma das advogadas, contou que a testemunha relatou que de quinta para sexta-feira, por volta da 0h, Fernando estava em uma lanchonete com o filho e, por volta de 1h da manhã, procurou por ela. “Ele teria pedido para ela (testemunha) ficar com a criança e disse que houve uma confusão com Beatriz. Que ela teria expulsado ele de casa e que ele precisava trabalhar. Então, está bem desconexo”, afirmou a advogada. Em meio a isso, a defesa ainda teve que pleitear a guarda provisória do filho de Beatriz para a avó materna, pois os avós paternos se recusaram a entregar a criança. No último domingo (31), a guarda foi liberada. E Cleidilene também lida com a dor de ficar sem a filha: “Agora é fácil ele (Fernando) se entregar e falar, mas ele está vivo e logo deverá ser solto, pelo dinheiro que ele tem. Quem perdeu mesmo fui eu, que não tenho mais a minha filha”.