[[legacy_image_314458]] O Ministério Público recorreu da decisão da Justiça que beneficiou o médico Alexandre Pedroso Ribeiro, de Guarujá, acusado de facilitar um homicídio em hospital da Cidade em abril de 2022, a mando do Primeiro Comando da Capital (PCC). Após passar um ano e cinco meses preso na Penitenciária 1 de Presidente Venceslau, no oeste do estado de São Paulo, ele conseguiu prisão domiciliar este mês. Conforme apurado pela Reportagem, na decisão, o médico entrou em regime de prisão domiciliar, fazendo uso de tornozeleira eletrônica e sendo autorizado a sair somente para consultas médicas. A medida teria sido tomada devido a problemas psiquiátricos que Alexandre estaria apresentando, devido a dependência de álcool e drogas e episódios depressivos graves. Outra justificativa seria o fato do médico ser réu primário. RecursoNo dia 21 de novembro de 2023, quando Alexandre Pedroso foi solto, o Ministério Público recorreu da decisão de liberdade provisória, alegando que as medidas cautelares seriam insuficientes e desproporcionais à gravidade dos crimes cometidos por Alexandre. O MP pede que o recurso seja suspenso e que o médico tenha a prisão preventiva decretada novamente, pelo risco apresentado pelo réu à sociedade. A reportagem entrou em contato com advogado de defesa de Alexandre, Caio Roberto Guilhem Dorador, mas até a publicação desta reportagem, não teve retorno. CrimeAlexandre é acusado de facilitar a morte de um homem no dia 24 de abril de 2022. A vítima estaria internada no Hospital Santo Amaro, em Guarujá, mas teve a alta forçada pelo médico e foi baleado pelos criminosos na saída da unidade de saúde. Conforme apurado, os atiradores seriam integrantes de da facção criminosa denominada como PCC, que tinha recorrentes auxílios de Alexandre nas execuções de “sentenças de morte” no tribunal do crime. O indiciado ainda foi acusado de ter em sua residência mais de 62 quilos de cocaína e responde também por esse crime.