Caetano Ribeiro Aurungo (à direita), de 21 anos, morreu após ser atingido por um carro que avançou o sinal vermelho e o acertou em cheio no Embaré, em Santos (Reprodução e Reprodução/ Redes sociais) O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) manteve a decisão que determina que João Pedro Donatone vá a júri popular pela morte do motociclista Caetano Ribeiro Aurungo em um acidente de trânsito ocorrido em outubro de 2024, em Santos, no litoral de São Paulo. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A decisão foi tomada nesta quarta-feira (4) pela 11ª Câmara Criminal do TJ-SP, que negou, por unanimidade, o recurso apresentado pela defesa, que ainda pode recorrer da decisão ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília. Relembre o caso Caetano morreu na madrugada de 19 de outubro de 2024, aos 21 anos, após ser atropelado pelo carro dirigido por Donatone, que teria avançado o semáforo vermelho no cruzamento das ruas Álvaro Alvim e Conselheiro Lafaiete, no Embaré. Após coleta de sangue, foi constatada a presença de álcool no organismo do motorista, embora não estivesse embriagado. João Pedro Donatone foi preso em flagrante após o acidente, mas dois dias depois obteve liberdade provisória mediante pagamento de fiança equivalente a cerca de 30 salários-mínimos - aproximadamente R\$ 40 mil. Denúncia do MP e pedido da promotoria O motorista foi denunciado pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) por homicídio com dolo eventual, crime cuja pena pode chegar a 20 anos de prisão. Segundo o órgão, as provas já reunidas no processo apontam a responsabilidade do motorista pelo acidente. A Promotoria também pediu que João Pedro Donatone pague indenização mínima de R\$ 100 mil à família da vítima e que permaneça sob monitoramento por tornozeleira eletrônica até o julgamento.