[[legacy_image_270236]] Flávio Luiz da Silva foi condenado nesta sexta-feira (26) a 8 anos, 8 meses e 24 dias de prisão por homicídio doloso (quando há intenção de matar). Ele foi julgado por provocar um acidente que matou Leandro Franco, então com 31 anos, a esposa Daniela Ribeiro, de 29, e a filha Júlia, de 9. O julgamento aconteceu no prédio do Ministério Público, porque o fórum de Praia Grande está em obras. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Por enquanto, Flávio deve continuar em liberdade, em razão do recurso a ser interposto pela defesa e que será analisado. Para o advogado do réu, não houve intenção de matar, por isso eledeveria ter sido julgado por homicídio culposo. O defensor afirma que tentará anular o julgamento desta sexta. "Na época do acidente, Flávio foi preso, ficou por dois anos e, então, foi concedida liberdade provisória. Logo, ele responde solto a esse processo. Em que pese haver sido condenado, ele tem o direito de recorrer em liberdade. A defesa já informou ao juiz a intenção de entrar com o recurso de Apelação, pedindo anulação desse julgamento", disse o advogado Marcos Roberto de Campos para A Tribuna.Para Campos, a decisão foi contrária à prova dos autos do processo. "A denúncia sustenta homicídio doloso por dolo eventual, enquanto a tese da defesa foi de homicídio culposo, culpa consciente, por imperícia. Se, no recurso, o Tribunal de Justiça anular o julgamento, então ele será submetido a novo júri", afirma o advogado. O caso aconteceu em julho de 2012, na Via Expressa Sul, em Praia Grande. A família estava na cidade há menos de seis meses, quando veio de Guarulhos para montar uma temakeria. Na ocasião do acidente, os três tinham saído para fazer compras para o restaurante. Na altura do bairro Guilhermina, o carro foi atingido pelo de Flávio, que atravessou a via. O réu, então com 38 anos, submeteu-se ao teste do bafômetro. O equipamento indicou que Flávio havia bebido. Daniela e Júlia morreram na hora, enquanto Leandro chegou a ser levado para o hospital, mas não resistiu. Duas testemunhas foram ouvidas na audiência: uma de defesa, que tomou cerveja com o réu antes do acidente, e outra de acusação, o motorista de uma van que seguia logo atrás.A Reportagem tentou contato com o assistente de acusação, mas não houve resposta.