[[legacy_image_115412]] O motorista Cloves Henrique Gomes foi condenado a 18 anos e oito meses de prisão, em regime fechado, por atropelar e arrastar o cabo do Corpo de Bombeiros Sandro Roberto de Farias Soares, durante o Carnaval de 2019, em Praia Grande. À época, a vítima chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A condenação teve duas qualificadoras: motivo fútil e impossibilidade de defesa da vítima. Ele também foi condenado a sete meses, em regime aberto, por embriaguez ao volante, segundo informações da TV Tribuna. Durante o julgamento, duas testemunhas de acusação foram ouvidas e, na sequência, houve o interrogatório do réu. Na parte dos depoimentos, os advogados que atuaram como assistentes de acusação levaram uma televisão ao tribunal para mostrar ao juiz como foi a dinâmica do atropelamento por meio das imagens do circuito de monitoramento. O advogado de acusação Mário Badures disse que pena aplicada não conforta apenas a família da vítima, mas também "tranquiliza a sociedade ordeira. Um triste episódio desse que não pode nunca, jamais, ser concebido como algo normal, algo que possa ser aceito com tranquilidade", declarou à TV Tribuna. O advogado de defesa Eugênio Malavasi afirmou que irá recorrer. "Eu entendi que as duas qualificadoras eram totalmente impertinentes. O recurso já está posto, essa sentença é provisória e o Tribunal de Justiça apreciará essa questão." Relembre o casoO atropelamento aconteceu na madrugada de 6 de março de 2019, na Quarta-Feira de Cinzas. Câmeras de monitoramento registraram o momento em que Cloves atropelou Sandro na Avenida Presidente Castelo Branco, no bairro Aviação. Segundo testemunhas, o bombeiro, que tinha 43 anos, estava conduzindo a moto quando começou a discutir com um homem que dirigia um carro branco. Após a discussão, o veículo atingiu o bombeiro, que foi arrastado por 20 metros. O bombeiro foi socorrida ainda com vida por uma viatura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Irmã Dulce, onde foi submetido a uma cirurgia de emergência, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Cloves parou o veículo após bater em uma árvore. Segundo o boletim de ocorrência, ele fugiu sem prestar socorro por medo de ser linchado por populares que presenciaram o atropelamento. Em depoimento, ele alegou que, ao ver o bombeiro de moto, pensou que seria roubado e, por isso, avançou em direção a ele. Após a ocorrência, ele se apresentou no DP Sede de Praia Grande, onde realizou um teste de etilômetro que constatou 0,60 mg/l, número maior que o permitido pela legislação.