Motorista de aplicativo afirma ter sido vítima de importunação sexual em Santos (Reprodução) Uma motorista de aplicativo afirma ter sido vítima de uma importunação sexual na manhã deste domingo (25) em Santos. Segundo o relato, um homem em situação de rua teria lhe visto dentro do carro, tirado o órgão genital da bermuda e começado a se masturbar na calçada da Praça Miguel Couto, esquina com Rua Alexandre Fleming, no bairro Aparecida. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Em entrevista para A Tribuna, a motorista de aplicativo contou que parou no local para aguardar uma nova corrida. Neste momento ela viu dois homens - possivelmente em situação de rua, segundo ela - passando próximos ao carro. Na sequência, um deles deixou o local, enquanto o outro começou a se masturbar olhando para ela. “Quando eu olho para a frente, esse cidadão estava se masturbando, e aí fui tentar começar a gravar, mas começaram a passar pessoas e ele deu a volta em uma van, voltou e foi arrumar (o órgão genital) na bermuda. Liguei o carro, fui até ao lado dele e gritei”, narra. De acordo com a mulher, as pessoas no entorno a viram gritando com o homem e citando ofensas ao suposto agressor sexual, porém ninguém interveio na situação. Ele, então, foi embora normalmente. O fato aconteceu por volta das 11h30 em um trecho movimentado do bairro. “É um local que é muito frequentado, tem muitas crianças e isso me deixa muito preocupada. A minha maior preocupação é que ele possa vir a fazer mal para uma pessoa indefesa”, comenta. Ainda chocada, a mulher comentou que ainda não registrou boletim de ocorrência sobre o fato. Porém, ressaltou que passou novamente pelo trecho para encontrá-lo e ligar para a Polícia Militar (PM), mas o suposto agressor sexual não estava mais na região. Questionada pela reportagem de A Tribuna, a Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP) confirmou que, até o momento, não foi localizado registro desse fato. Porém, colocou a autoridade policial à disposição da vítima para que a ocorrência seja formalizada e as investigações iniciadas. Além disso, a pasta também ressaltou a importância do registro da ocorrência, inclusive pela Delegacia Eletrônica. A Prefeitura de Santos, quando questionada, informou que a Guarda Civil Municipal (GCM) não foi chamada. Sobre a possibilidade das câmeras do Centro de Controle Operacional (CCO) terem registrado o fato, a Administração disse que as imagens são disponibilizadas somente para as autoridades policiais.