A mulher publicou uma denúncia nas redes sociais após o motorista se masturbar na frente dela durante a corrida (Arquivo Pessoal) Uma mulher registrou um boletim de ocorrência na Polícia Civil alegando que um motorista da Uber se masturbou na frente dela durante uma corrida no bairro Boqueirão, em Santos, na tarde de quarta-feira (9). De acordo com a defesa da vítima, a família do condutor a estaria ameaçando após ela fazer a denúncia nas redes sociais. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A Tribuna teve acesso ao boletim de ocorrência. O caso aconteceu nas proximidades da Rua Lobo Viana, por volta das 12h50 de quarta-feira (9). Segundo o documento, a vítima estava em um veículo que fazia corridas pela Uber, um Ford Fiesta de cor prata, acompanhada do namorado, quando, na altura do cruzamento da Rua Lobo Viana com a Rua Oswaldo Cruz, o companheiro dela desembarcou. A mulher permaneceu no carro para ser levada até sua residência. Na parada em um semáforo, a mulher percebeu que o condutor movimentava o braço esquerdo de forma estranha, como se estivesse se masturbando. Após confirmar a suspeita, ela imediatamente pediu para que o motorista parasse o carro. Segundo a mulher, ele atendeu o pedido, ela desceu do veículo e, pelo espelho retrovisor, conseguiu ver que ele estava com o órgão genital exposto, fora da calça. Depois do ocorrido, ela e um parente divulgaram o caso nas redes sociais. Segundo Rafael Cunha, advogado que representa a vítima, após a denúncia, os familiares do suspeito teriam começado a ameaçar a passageira. “Inclusive, a mãe da vítima acabou publicando sobre a situação em uma rede social, alertando outras mulheres. Desde então, parentes do motorista passaram a fazer ameaças contra a mulher de forma sistemática”, afirmou o advogado. Conforme apurado por A Tribuna, o homem está sendo investigado e foi intimado para prestar depoimento nesta segunda-feira (14). O caso foi registrado na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Santos. Resposta A Uber informou que lamenta o ocorrido e considera inaceitável qualquer tipo de assédio ou má conduta sexual. A plataforma afirmou que defende o direito das mulheres de ir e vir da maneira que quiserem, em um ambiente seguro. A empresa acrescentou ainda que acredita na importância de combater, coibir e denunciar casos dessa natureza, e encoraja que as mulheres relatem qualquer incidente tanto pelo aplicativo quanto às autoridades competentes. A plataforma disse ainda que o motorista teve sua conta desativada assim que a empresa tomou conhecimento do episódio. “A Uber se coloca à disposição para colaborar com as autoridades no curso das investigações, nos termos da lei. Além disso, em parceria com o MeToo, a Uber conta com um canal de suporte psicológico, que foi disponibilizado para a usuária”, informou a empresa em nota. A Tribuna tentou localizar a defesa do motorista, mas não teve sucesso.