Homem disse que havia pagado R\$ 600 à prima para realizar o cadastro fraudulento na Uber; segundo a plataforma, conta foi banida (Polícia Militar) Um homem de 39 anos foi preso na sexta-feira (17) após ser abordado enquanto dirigia um carro com a placa adulterada na Rodovia Padre Manoel da Nóbrega (SP-055), em Itanhaém, no litoral de São Paulo. O acusado também foi detido por falsidade ideológica, já que, durante a abordagem, os policiais militares que atuaram na ocorrência verificaram que ele usava o cadastro de outra pessoa para atuar como motorista de aplicativo da Uber. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo o boletim de ocorrência, ao ser questionado, o condutor do carro afirmou ter alugado o veículo e que não sabia da alteração no emplacamento. No entanto, após ser novamente interrogado pelos policiais, confessou ter perdido a placa original em um alagamento, vindo a utilizar uma placa que encontrou jogada em uma via pública para evitar fiscalização da polícia. O homem também disse que, por trabalhar como motorista de aplicativo, teria invertido as placas, posicionando a original,que estava na traseira, na parte dianteira do veículo. Questionado sobre seu cadastro no aplicativo Uber, o motorista informou que o registro estava feito no nome de uma outra pessoa. Na delegacia, o condutor mostrou em seu celular que o cadastro exibia sua foto, mas estava vinculado aos dados de outro homem. O motorista revelou que teria pago R\$600,00 à sua prima para que ela fizesse um registro fraudulento na plataforma, para que pudesse trabalhar nela. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) informou que o veículo foi apreendido para perícia, assim como o celular e objetos pessoais do indiciado. O caso foi registrado no 3º Distrito Policial (DP) de Itanhaém como adulteração de sinal identificador de veículo automotor, falsidade ideológica e localização/apreensão de veículo. Posicionamento da Uber Procurada, a Uber informou que a conta utilizada de forma fraudulenta foi banida da plataforma. A empresa disse que se coloca à disposição das autoridades para colaborar com as investigações. A plataforma acrescentou que suas equipes de detecção de fraudes usam análises manuais e sistemas automatizados de aprendizado que analisam mais de 600 tipos de sinais diferentes à procura de comportamento fraudulento. “Estamos constantemente implementando novos processos e tecnologias para evitar fraudes e aprimorando o treinamento dos nossos agentes, enquanto seguimos trabalhando para ficar à frente dos golpes mais recentes”, completou a Uber, que finalizou afirmando que suas viagens incluem ferramentas de segurança que atuam antes, durante e depois de cada percurso.