Segundo a mãe, o condutor encerrou a corrida após a criança vomitar pela janela do carro durante o trajeto (Imagem ilustrativa/Ryan Porter/Unsplash) Uma mulher afirma ter sido deixada na rua, durante a noite e sob chuva, por um motorista de aplicativo da 99 enquanto levava o filho de 8 anos, que enfrentava uma crise alérgica, para atendimento médico em Santos, no litoral de São Paulo. Segundo a mãe, o condutor encerrou a corrida após a criança vomitar pela janela do carro durante o trajeto. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! O incidente aconteceu por volta das 22h30 de quarta-feira (24). A mulher, de 37 anos, que teve a identidade preservada por questão de segurança, contou para A Tribuna que o menino sofre de alergias respiratórias e começou a apresentar uma forte crise de tosse após a mudança no tempo. "Fazia muito tempo que ele não tinha uma crise assim. E quando ele tem essas crises alérgicas, tosse muito. Eu já tinha tentado medicar em casa, mas, conforme a noite foi caindo, ele foi piorando, e tive que levar para o hospital", afirmou ela, que seguia com o filho para a Casa de Saúde de Santos, no Boqueirão. Durante a corrida, a mulher percebeu que o filho estava prestes a vomitar e avisou o motorista. "Eu falei assim: 'Moço, calma'. E mesmo se ele vomitasse, eu não ia deixar ele vomitar no carro. Eu já estava com um pano ali. Eu coloquei ele no meu colo e abri o vidro". Ainda de acordo com a passageira, após a criança vomitar para fora do veículo, o motorista passou a tratá-la de forma grosseira e decidiu encerrar a corrida. "Eu falei: 'Peraí, o senhor quer que eu desça do seu carro?' Ele disse: 'Pode descer agora'. E nos deixou", relatou. A mulher alegou que foi deixada com a criança nas proximidades da Avenida Francisco Glicério, antes do Canal 2, em uma região que estava praticamente deserta naquele horário. "Isso que ele fez foi desumano. Como é que ele tem coragem de deixar uma mulher com uma criança, assim, no meio da noite, sozinhos?", desabafou. Reclamação e reembolso A mãe conta que, após descer do carro, começou a chorar e acabou solicitando uma nova corrida. O menino recebeu atendimento médico e, atualmente, segue se recuperando da crise alérgica. A passageira informou que registrou uma reclamação no aplicativo da 99, avaliou negativamente o motorista e pediu o reembolso da corrida, o qual foi atendido pela empresa. Posicionamento A Tribuna solicitou um posicionamento da plataforma de transporte sobre o caso e aguarda retorno.