O animal está com seus donos (Alexsander Ferraz / AT) O cachorro Samuca e seu tutor, Carlos Eduardo Wagenska de Almeida, de 57 anos, são unidos por um forte laço de amor. Mas, nesta semana (23), ele se viu no centro de um mal-entendido após o animal ser visto saindo de seu carro. O episódio aconteceu em São Vicente, quando o motorista abriu a porta do veículo para que Samuca fizesse suas necessidades e saísse do local — um hábito comum na rotina da família. Carlos nega ter abandonado o cachorro. O caso aconteceu perto da casa onde o profissional liberal mora com a esposa, Débora Cristina Vaz Lopes, de 58 anos, e o cão de estimação, Samuca. Em entrevista para A Tribuna, ele contou que resgatou Samuca das ruas há cerca de três meses e que o cachorro é cheio de energia. Na quarta-feira (23), Carlos seguiu sua rotina e saiu de carro com o animal para um passeio. Segundo ele, costuma ir até um barzinho na esquina, onde gosta de comer. Como era fim de tarde, abriu a porta do veículo para que o cachorro fizesse suas necessidades enquanto ele passava na padaria. Pouco depois, Samuca voltou para casa, como já é de costume. “O cachorro está comigo, eu não abandonei, não cometi crime nenhum. O cachorro está aqui”, destacou. A cena foi presenciada por uma mulher, que acreditou se tratar de um caso de abandono e procurou o 1º Distrito Policial de São Vicente para registrar um boletim de ocorrência (BO). A administradora Débora Cristina, esposa de Carlos, afirma que, se a mulher tivesse dado uma volta no quarteirão, teria visto Samuca já de volta em casa — e não abandonado. “Eu trabalho num abrigo. Então, olha a situação, né? Eu trabalhando em um abrigo de crianças que são abandonadas, que sofrem maus-tratos, de repente sou dona de um cachorro que está sendo abandonado? Não faz sentido”, complementa Débora. Dono de Samuca nega abandono (Alexsander Ferraz / AT) Os donos contam que Samuca é cheio de energia: brinca, corre, adora passear e, às vezes, é meio fujão — mas sempre volta para casa. Eles também contam que precisaram colocar vasos nas colunas que sustentam a casa, para evitar que Samuca tente pular e acabe se machucando. Apaixonados pelo cão, eles também relembram com carinho da antiga cachorrinha da família, que morreu aos 14 anos, vítima de um câncer. “Minha cachorra da gente morreu ano passado com 14 anos, com câncer, sempre gostei de cachorro. Aí chegou a época de 'ah, vou pegar um cachorro'. E aí ele apareceu, entrou no meu carro e ficou”, explica. Após toda a situação, a família explica que Samuca não vai mais sair sozinho às ruas. Eles também reforçam a importância de não se acreditar em tudo o que circula na internet, alertando que muitas vezes as pessoas tiram conclusões precipitadas e acabam prejudicando quem não tem culpa. O casal foi intimado pela Polícia Civil a prestar depoimento nesta segunda-feira (28).