Acidente aconteceu no Canal 5, na altura da Rua Alfaia Rodrigues, em Santos (Carlos Cruz/ Canal 5 WebTV) O motociclista de 22 anos que atropelou um ciclista e um idoso no Canal 5, em Santos, no litoral de São Paulo, teve a liberdade provisória concedida pela Justiça nesta terça-feira (22), após audiência de custódia. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo o boletim de ocorrência obtido por A Tribuna, o motociclista avançou o sinal vermelho e não possui Carteira Nacional de Habilitação (CNH). O jovem segue internado, enquanto o idoso está em estado grave. O acidente aconteceu por volta das 16h de segunda-feira (21), na Avenida Almirante Cochrane, na Aparecida. De acordo com o boletim de ocorrência, policiais foram acionados e, quando chegaram ao local, as vítimas já haviam sido socorridas pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e pelo Corpo de Bombeiros. Ainda segundo o registro policial, o acidente envolveu o motociclista, um ciclista e um pedestre. A motocicleta foi retirada do local antes da chegada das equipes de segurança, mas, posteriormente, foi localizada pelos policiais. O condutor foi encontrado em uma unidade de saúde, onde permanecia em observação devido aos ferimentos. O ciclista também foi levado ao hospital e estava em estado grave. Já a terceira vítima, um homem de aproximadamente 70 anos, não havia sido identificada no momento do registro policial e apresentava risco de morte. Liberdade provisória O motociclista é investigado por lesão corporal culposa na direção de veículo automotor. A liberdade provisória foi concedida nesta terça-feira (22), durante audiência de custódia realizada na Vara Regional das Garantias, da 7ª Região Administrativa, em Santos. A Tribuna teve acesso ao documento. Como permanecia hospitalizado, o condutor não participou presencialmente da audiência. Segundo a decisão, o flagrante foi considerado regular. Após as manifestações do Ministério Público e da defesa, a Justiça substituiu a prisão por medidas cautelares. Entre os motivos considerados está o fato de o investigado ser primário. O juiz também apontou a necessidade de novas investigações para esclarecer a dinâmica do acidente. Por isso, entendeu que não havia, naquele momento, necessidade de manter o jovem preso. Com a liberdade, o motociclista deverá comparecer mensalmente em juízo, não poderá deixar a comarca por mais de sete dias sem autorização judicial e terá de pagar fiança equivalente a um salário mínimo, no prazo de cinco dias. O descumprimento das medidas poderá levar à decretação de nova prisão cautelar. Defesa O advogado Renan Lourenço, que representa o motociclista, afirmou que a decisão considerou, entre outros fatores, a primariedade do jovem e a necessidade de novas investigações para esclarecer a dinâmica do acidente. Segundo o defensor, o condutor permanece hospitalizado em razão das lesões sofridas. A defesa afirma que as investigações continuam e que, neste momento, a prioridade é a recuperação do motociclista.