Empresário (à esquerda) foi preso após matar idoso (à direita) com voadora na Aparecida (Sílvio Luiz/ AT e Reprodução) O crime que resultou na morte do idoso Cesar Fine Torresi, de 77 anos, após ele ser atingido por uma voadora na frente do neto, de 11 anos, completou um ano no último dia 8 de junho. A agressão ocorreu em 2024, na Rua Pirajá da Silva, no bairro Aparecida, em Santos, litoral de São Paulo, e teve ampla repercussão nacional. O autor do golpe, o empresário Tiago Gomes de Souza, está preso preventivamente na Penitenciária II de Tremembé e aguarda o julgamento por júri popular, que se encontra paralisado e sem data, após solicitação de sua defesa para que ocorra fora de Santos. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo o boletim de ocorrência, Cesar atravessava a rua entre os carros com o neto, devido ao trânsito parado, quando Tiago freou bruscamente o automóvel. O idoso se apoiou no capô do veículo, momento em que o empresário desceu e atingiu Cesar com um golpe de voadora, derrubando-o. O homem foi socorrido, mas morreu após sofrer três paradas cardíacas. Tiago foi preso em flagrante no dia do crime, e a prisão foi convertida em preventiva no dia seguinte. Em março deste ano, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) confirmou a decisão da Vara do Júri e Execuções de Santos, determinando que ele seja julgado por júri popular. A data ainda não foi definida. O processo está temporariamente suspenso, porque a defesa do réu pediu o desaforamento, solicitando que o julgamento ocorra em outra cidade. A justificativa apresentada foi a ampla divulgação do caso em Santos, o que, segundo a defesa, poderia comprometer a imparcialidade dos jurados. Apesar disso, o juiz Alexandre Betini já solicitou que defesa e acusação apresentem o rol de testemunhas para o futuro julgamento. O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) indicou cinco testemunhas de acusação, entre elas o filho da vítima e um policial militar. Indenização Em paralelo ao processo criminal, a Justiça determinou, em maio, que Tiago indenize Bruno Cesar Fine Torresi, filho da vítima, em R\$ 60.720 por danos morais. O valor equivale a 40 salários-mínimos e ainda será corrigido monetariamente a partir do trânsito em julgado. Cabe recurso da decisão.