[[legacy_image_229371]] A segunda morte de um agente da Fundação Casa em sete meses no Estado de São Paulo motivou um protesto em frente à unidade de Guarujá, na manhã desta quarta-feira (14). Funcionários da Fundação Casa e parentes do servidor público Evaldo Gomes de Souza, de 45 anos, participaram do ato. Ele morreu no domingo (11). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O protesto foi organizado pelo Sindicato da Socioeducação de São Paulo (Sitsesp). Uma segunda mobilização está marcada para quinta-feira (15), às 10h, na sede da Fundação Casa, na região central de São Paulo. Em entrevista à TV Tribuna, a presidente do Sitsesp, Claudia Maria de Jesus, disse que falta segurança no local de trabalho. "Este foi o segundo acontecimento que gerou a morte de um colega de trabalho. Em abril deste ano, houve um outro caso na unidade da Raposo Tavares. O funcionário sofreu diversas violências, chegou a ficar internado e morreu no dia 1º de maio, Dia do Trabalhador. Tudo isso é lamentável". Para a sindicalista, a falta de funcionários, principalmente no período noturno, provocou a morte de Evaldo em seu posto de trabalho. No momento da fuga, apenas a vítima e o outro funcionário cuidavam dos internos na unidade em Guarujá. Um terceiro funcionário estaria de férias. "Nos sentimos abandonados, sem acolhimento por parte da Fundação. Pedimos socorro ao Estado de São Paulo". Além disso, a categoria relatou que faltam treinamentos para lidar com situações de risco. A falta de equipamentos de contenção, como armas não letais e um bastão emborrachado para defesa, também foi questionada pelo sindicato. Os ruídos nos rádios de comunicação foram apontados como uma dificuldade no trabalho dos agentes. Na hora da fuga, o sindicato alegou que os aparelhos funcionarm com interferência. E, por último, o número de funcionários afastados por problemas psicológicos e psiquiátricos foi outro ponto apontado pelos manifestantes. Em nota, a Fundação Casa informou que a Instituição tomou todas as providências cabíveis e a Corregedoria Geral, por meio de sindicância, investiga o caso da morte do servidor e fuga dos adolescentes. A Polícia Civil também instaurou inquérito civil policial para investigar. A instituição, no entanto, esclareceu que a falta de segurança alegada pelos servidores não representa a realidade dos últimos anos. "Houve expansão da qualificação dos servidores com a Universidade Corporativa da Fundação Casa (UNICASA): 67.592 certificações em cursos on-line; 2.285 certificações em 17 cursos presenciais; 4.384 funcionários em 48 palestras e eventos formativos". Na área de segurança, implantou o Circuito Fechado de TV (CFTV) em todos centros e cinco áreas administrativas; instalação de 1.728 câmeras e implementação da central de monitoramento por Videowall; Criação das Equipes de Suporte regionais, para auxílio preventivo e/ou emergencial nos centros socioeducativos Alegou também que os funcionários receberam uma valorização, no início do ano, com um reajuste de 10,33% em suas remunerações, que impactou no valor dos benefícios oferecidos pela Instituição: vale-refeição de R\$ 590,50; vale-alimentação de R\$ 220,66; e o auxílio-creche/berçário mensal de R\$ 410,18. Além disso, também pagou a Avaliação de Competências aos servidores. A Fundação CASA possuí uma Superintendência de Saúde e uma Gerência de Medicina e Saúde do Trabalhador (GMST), que tem como função dar suporte às questões de saúde dos profissionais, incluindo o atendimento à saúde metal e física. Além disso, os servidores passam por exames e avaliações períodos, realizados uma vez ao ano. O caso O servidor público foi morto por estrangulamento por menores que fizeram três reféns e fugiram do local na noite do último domingo (11). Sete jovens tinham escapado, sendo que um foi recapturado e três se entregaram. Outros três internos permaneceram no prédio. Evaldo foi sepultado nesta terça-feira (13), em Miracatu, no Vale do Ribeira.