O portão do prédio já foi furtado; um boletim de ocorrência chegou a ser feito (Arquivo Pessoal) Os moradores do bairro Enseada, em Guarujá, no litoral de São Paulo, já estão esgotados por conviverem com furtos e insegurança na região, por conta de ladrões e pessoas em situação de rua que vagam pelas ruas, furtam e ameaçam os munícipes. "Piora a cada dia, e cada vez aumenta mais", afirma a síndica de um dos prédios do bairro, que preferiu não se identificar. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo ela, o condomínio já teve vários objetos furtados desde dezembro de 2024, e os assaltantes chegaram até a levar um portão de alumínio, o que foi registrado em um boletim de ocorrência. "Recentemente, um desses indivíduos levou o registro do hidrante. Já é a terceira vez, e além do dano pela perda da peça, a água fica jorrando por um tempo, sendo desperdiçada sem necessidade ", explica a síndica. Ainda de acordo com ela, o material desse registro, aparentemente de cobre, tem mais valor do que o alumínio, e por isso há a procura por ele. A tampa da caixa d'agua do prédio, em alumínio, também já foi furtada (Arquivo Pessoal) A falta do registro em funcionamento pode trazer uma complicação legal ao condomínio. "e ainda nos coloca em risco, pois, se por acaso ocorre um incêndio após o furto, o bombeiro não terá acesso à água", completa a síndica. Ameaças A moradora explica que, pelas câmeras de segurança, deu para identificar os criminosos como sendo pessoas em situação de rua. "Muitos deles por vezes ficam deitados em nossas portas, e nos xingam ou fazem ameaças quando pedimos para saírem", conta. O mais recente furto foi gravado, quando um homem leva o registro do hidrante (Arquivo Pessoal) A síndica diz que há um prédio na Rua Ciro Alves, que fica atrás de onde mora e, segundo ela, é um local com muitas dessas pessoas. "Parece uma cracolândia, e todos sabem onde é. Até a polícia e a GCM (Guarda Civil Municipal) já sabem. É ali, e em alguns terrenos próximos às faculdades, que eles montam barracas, queimam os cabos de cobre furtados e desmontam as peças de alumínio", relata. "Ajudaria muito se houvesse mais rondas, mas temos que ver mais vistorias nestes ferros-velhos, que são os verdadeiros criminosos, pois compram essas peças e sabem da origem", conclui. O que diz a SSP Em nota, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) disse que "reafirma seu compromisso no combate à criminalidade na região do Deinter-6, incluindo a cidade de Guarujá. As estatísticas criminais são permanentemente analisadas para orientar o policiamento nas ruas e investigações em todo o estado. Assim, são elaboradas ações para combater e até evitar crimes". A nota diz, ainda, que a Polícia Militar intensifica o patrulhamento com base na análise dos índices criminais e nas denúncias da população, concentrando esforços em áreas com maior incidência de crimes, conhecidas como 'hot spots', enquanto a Polícia Civil intensifica as investigações e ações de inteligência para identificar suspeitos e recuperar bens. Ainda segundo a secretaria, Guarujá registrou queda de 23,5% nos roubos nos primeiros quatro meses do ano de 2025, em comparação ao mesmo período do ano anterior, e 591 infratores foram presos ou apreendidos (alta de 34,3%). Também 35 armas de fogo foram retiradas das ruas. Prefeitura Em nota, a Prefeitura de Guarujá informou que há um plano de ação para estabelecimentos que adquirem sucata em andamento. "Até o momento, foram realizadas quatro operações em diferentes locais, sendo que diversos deles foram autuados administrativamente. Além disso, boletins de ocorrência foram lavrados junto à Polícia Civil para apuração de receptação".