[[legacy_image_169748]] Uma moradora de Praia Grande afirma ter sido vítima de um golpe em máquina de cartão. Em conversa com A Tribuna, a vítima - que pediu para não ser identificada - alega ter pedido R\$ 43,00 de salgadinhos de festa por meio de uma aplicativo e teve descontado R\$ 1.100. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Segundo a moradora, a compra em débito automático ocorreu no dia 26 de março. Durante a espera pelo pedido, ela verificou que o motoboy do aplicativo saiu da loja por volta das 14h. Porém, antes de seguir até a residência dela, o funcionário parou quatro ruas depois do estabelecimento, no bairro Samambaia. "Mandei mensagem para a loja e a mesma não respondeu. O motoboy me enviou mensagem pelo aplicativo dizendo que o pneu da moto havia furado e a loja iria disponibilizar outro motoboy". Cerca de 40 minutos depois, a mulher conta que o motoboy chegou em sua residência pedindo desculpas, avisando que tinha conseguido arrumar o pneu e que o aplicativo tinha cancelado o pedido. Porém, ele estava com a máquina de cartão para concluir a compra. "Entrei no aplicativo do ifood e realmente meu pedido havia acabado de ser cancelado então fui buscar meu cartão. O valor do meu pedido era R\$ 43,00, o motoboy digitou (o valor), me mostrou e realmente era o valor. Peguei meu pedido e ele falou que a loja iria me enviar o comprovante". Ao voltar para a residência, a moradora resolveu entrar no aplicativo do banco e, para sua surpresa, viu que havia sido debitado R\$ 1.100,00. Em contato com o banco pelo telefone, ela foi orientada a bloquear o cartão, fazer um boletim de ocorrência e entrar em contato com o aplicativo. Em contato com o aplicativo, foi respondido à vítima que era preciso uma foto do boletim de ocorrência, uma carta do banco, filmagens e prints da conversa do pedido e números do cartão. Tudo em um prazo de 15 dias. No dia 28 de março, ela compareceu na agência bancária, mas foi informada que a resposta chegaria em dez dias. Porém, até o momento ela não obteve retorno. "Em nenhum momento levantaram a questão do meu prejuízo e da devolução do meu dinheiro". Agora, a vítima se pergunta quando terá o dinheiro de volta e o que acontecerá com o motoboy que realizou o atendimento. "Peço que as pessoas se atentem mais com estas compras de aplicativo e ao passar cartão em maquininhas". RespostaEm nota, o IFood informa que a empresa repudia desvios de conduta de qualquer usuário cadastrado no aplicativo, sejam consumidores, estabelecimentos ou entregadores independentes e alerta sobre cuidados para não cair no golpe da maquininha. Confira a baixo: "Para se cadastrar na plataforma como entregador, os(as) interessados(as) devem incluir os dados e documentos solicitados, que variam de acordo com o modal de entrega escolhido: moto, bike ou carro. Em seguida, os dados e os documentos são verificados, o que inclui reconhecimento facial. Essa validação facial também é solicitada de forma periódica, para garantir que o entregador é ele mesmo e evitar o aluguel e empréstimo da conta. Esse tipo de situação acontece, principalmente, por pessoas que se passam por entregadores, solicitando a cobrança de uma taxa extra indevida aos clientes, sob a alegação de eventual problema com o pedido ou de acidente no percurso, porém ao efetuar a cobrança no cartão, cobram um valor bem maior do informado, induzindo o cliente em erro com a adulteração do valor no visor da máquina. Ressaltando que ao optar pelo pagamento online, em nenhuma hipótese é exigido o pagamento de taxa extra presencial, no momento da entrega do pedido, seja por telefone, mensagem ou verbalmente.A empresa possui um time interno especializado e dedicado para acompanhamento de atividades suspeitas em todo o país, e a tecnologia é utilizada para averiguação de dados, com a utilização de diferentes processos que permitem evitar e/ou direcionar em caso de qualquer suspeita. Para o combate a golpes e fraudes, a empresa também encaminha todos os casos com fraude/golpe confirmados para as devidas investigações das autoridades policiais, o que têm permitido a identificação de associação criminosa e instauração de inquérito de forma mais rápida e precisa. A empresa segue dedicada em orientar os usuários para evitarem esses golpes. No Carnaval, por exemplo, a empresa realizou uma campanha de prevenção e conscientização por meio dos canais oficiais e redes sociais. " A Reportagem procurou o Banco Bradesco, mas não obteve retorno até a publicação da matéria.