[[legacy_image_329992]] Desnorteado e sem alguns de seus pertences, o pedreiro José Carlos Eneas da Silva, de 50 anos, foi encontrado na madrugada desta sexta-feira (26) em Guarujá, no Litoral de São Paulo. O resgate do homem foi feito por volta das 3h30, minutos após uma socorrista que trabalhava no Hospital Santo Amaro identificar o pedreiro caminhando em frente ao local e avisar a família por telefone. Segundo um familiar próximo, que preferiu não se identificar, o homem estava deitado em um ponto de ônibus na Avenida Dom Pedro I, no Jardim Tejereba. À reportagem de A Tribuna, esse parente disse que José Carlos estava machucado nas pernas e sem celular, documentos e a bicicleta que usava na última vez que havia sido visto antes de desaparecer. Por isso, há a suspeita de que o pedreiro tenha sido roubado. Homem estava desnorteadoSegundo a socorrista que avistou José Carlos, o homem parecia desnorteado e confuso. À Reportagem, ela diz que viu o homem enquanto ele atravessava a Avenida Deputado Emílio Carlos, por onde seguiu caminhando. “Tentei chamar a atenção para ele ficar ali enquanto eu tentava ligar para algum parente, mas, ao ver a ambulância, ele ficou nervoso e com medo, e começou a andar com rapidez, fugindo do meu alcance”, conta a socorrista. Em imagens obtidas por A Tribuna, é possível ver o pedreiro caminhando em frente ao Hospital Santo Amaro. Ele levava, nas costas, a mesma mochila vermelha que carregava em sua bicicleta na última vez que foi visto, e vestia o mesmo boné.(Veja vídeo mais abaixo). Em seguida, a mulher diz que conseguiu contato com a esposa do pedreiro por telefone. A família, então, foi até as proximidades do hospital e encontrou o homem a cerca de 700 metros de onde ele foi visto. De acordo com a família de José Carlos, ele foi levado para casa. Ainda não foi registrado um boletim de ocorrência do caso e o pedreiro também não foi levado ao atendimento médico. “Não conseguimos levá-lo. Ele está com medo”, diz um familiar. Relembre o casoAntes de ser encontrado, José Carlos foi visto pela última vez na segunda-feira (22), após sair de casa para trabalhar em uma obra. Segundo a família, o pedreiro faz uso de um medicamento para hipertensão arterial, o que faz com que, por vezes, ele se esqueça de onde está. O desaparecimento havia sido registrado na Delegacia Sede de Guarujá, que investigava o caso.