Téo está no primeiro mandato na Câmara de Santos (Reprodução/ Instagram) O Ministério Público Estadual (MPSP) pediu a cassação do mandato do vereador Marcelo Correia, o Marcelo Téo (PP), de Santos, por suspeita de envolvimento com o Primeiro Comando da Capital (PCC). A ação data do final do ano passado e sua existência foi informada ontem pelo MPSP. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Eleito com 3.084 votos, Téo exerce o primeiro mandato. Procurado pelo Estadão Conteúdo e, por volta das 22 horas, por A Tribuna por mensagem de texto e telefonema, o vereador não retornou contatos até a publicação desta reportagem. Marcelo Téo é irmão de Moacir Levi Correia, o Bi da Baixada. Bi foi preso em 2014, apontado como responsável por liderar a expansão do PCC para Santa Catarina. O MPSP afirma que o vereador recebeu doações de “laranjas” da facção na campanha, em um “entrelaçamento da rede de doadores do candidato ao crime organizado”. “Fazendo presumir, por meio dos indícios colhidos, que o aporte financeiro de origem indeterminada, bem como a campanha realizada, giraram em torno de atividades ilícitas de natureza grave”, diz o processo. As doações questionadas pelo MPSP foram feitas por parentes do vereador — a filha de sua atual mulher (R\$ 9 mil) e o namorado de uma sobrinha (R\$ 7 mil). Um terceiro aporte, de R\$ 7 mil, partiu do empresário José Eduardo Gomes da Silva, antigo dono de uma empresa de distribuição de medicamentos e materiais hospitalares, que empregou familiares do vereador. Segundo o MPSP, houve “triangulação de valores”. “É possível vislumbrar o entrelaçamento destas relações de parentesco com o crime organizado, especialmente pela ligação de parentes próximos dos doadores com práticas ilícitas graves, como tráfico e lavagem de dinheiro, o que contamina os recursos empregados na campanha, trazendo um elevado grau de certeza quanto ao caráter ilícito da doação, cuja origem é indeterminada”.