[[legacy_image_355821]] O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) pediu o arquivamento da investigação do assassinato do matador de aluguel Darko Geisler, de origem sérvia, no Embaré, em Santos. O crime ocorreu em 5 de janeiro. O órgão fez a solicitação na segunda-feira (6). Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! A promotoria do MP-SP alegou que, apesar das apurações, não foi possível descobrir a autoria nem o motivo do homicídio, cometido na Rua São José. A vítima tinha 43 anos. Ele foi morto com seis tiros pelas costas quando chegava em casa de bicicleta com a mulher e o filho, que não se machucaram. O sérvio morreu a caminho do hospital. Geisler portava um passaporte de nacionalidade eslovena com o nome de outra pessoa. A polícia disse que o documento era de um turista que o havia perdido em 2017. Com a ajuda da Interpol, o sérvio teve a identidade descoberta e se soube que era um matador de aluguel na Europa. DificuldadesNão foi possível achar o assassino porque as câmeras de casas e prédios filmaram apenas parte do trajeto do criminoso. Isso, segundo o MPSP, teria dificultado a investigação de quem matou Geisler. No pedido de arquivamento, o MP-SP apontou que uma possibilidade é a de que o sérvio foi morto por causa do seu passado, pois atuou com organizações criminosas nas regiões leste e sudeste da Europa. A Justiça vai decidir se arquiva ou não o processo. O crimeConforme a Polícia Federal, o nome de Darko Geisler aparecia na lista dos mais procurados da Interpol. Ele era tido como matador de aluguel. Havia um mandado de prisão internacional contra ele. No último crime que cometeu, o sérvio teria ficado gravemente ferido e, por isso, havia sido dado como morto. Geisler teria fugido para a Bósnia. Ele entrou ilegalmente no Brasil em 2014, onde viveu sem qualquer registro, segundo a Polícia Civil. No País, trabalhou como marceneiro.