[[legacy_image_231915]] Acostumado à alegria do Carnaval, Caio Henrique Azevedo Silva, o Kaeo Henrico, irá seguir sorrindo, mas com cenas tristes na memória. O bailarino e mestre-sala da Mocidade Amazonense, no Guarujá, foi espancado e roubado na madrugada desta quarta-feira (21). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Um dos pertences levados foi uma corrente que continha dois nomes - cada um de um lado - muito importantes em sua vida: o da filha Kyara, de 5 anos, e o de sua mãe Kétty. "Tinha uma paixão e um apego enorme (com a corrente), mas depois de tudo que passei naquela noite, nem tanto", afirma. [[legacy_image_231916]] Tudo aconteceu entre o desembarque das catraias, na Praça Iguatemy Martins, na Vila Nova, em Santos, e a Avenida Perimetral, onde pegaria um carro de transporte por aplicativo para voltar para casa, no Macuco. "Costumo fazer esse trajeto duas vezes por semana. E em janeiro é mais intenso por conta do desfile em fevereiro, pois tem ensaio, treinos, provas de fantasias e outras coisas. Terei de ir todos os dias. Minha família ficou super preocupada. E ainda está, justamente pelo fato de eu usar bastante a barca", conta Kaeo, que também trabalha como trancista. Terror O mestre-sala voltava de uma confraternização na escola de samba. Há menos de um mês, Kaeo iniciou o trabalho na Amazonense. Por volta de 1h20, ele estava na barca quando chamou o carro para que, no momento em que descesse, o automóvel já estivesse à disposição. A indicação de parada era perto de um ponto de ônibus na Avenida Perimetral. No itinerário, momentos de terror. "Nesse pequeno caminho, três caras apareceram, sendo que um deles armado. Começaram a me agredir e levaram tudo", conta o mestre-sala. Além da corrente de estimação, os bandidos levaram celular, relógio, pulseira de prata, documentos, perfume, cartão bancário, R\$ 450,00 em espécie, além da mochila cheia, incluindo as roupas do trabalho na escola de samba. Por um triz Kaeo não ficou nu em meio à chuva que caía naquela madrugada. "Me obrigaram a tirar a roupa do corpo. Fiquei só de calça embaixo de chuva. Ainda levaram meu casaco. Quando eu estava tirando a calça e o par de tênis para ficar de cueca, que também pediram, eles viram que dois homens em motos sacaram tudo. Foi quando desistiram e saíram correndo", detalha. O mestre-sala conseguiu voltar para sua casa, no Macuco, porque uma prima mora perto do local do ocorrido, e registrou boletim de ocorrência eletrônico pela manhã. "Corri para a casa dela e, de lá, consegui outro Uber, chamado pela minha mãe, e retornei", conta. [[legacy_image_231917]] Nos braços, nas costas e no rosto, marcas roxas e arranhões que ultrapassam o simples aspecto físico. "Só agradeço mesmo por meu livramento e por sair dali com vida. Agora, os materiais eu que lute para conquistar tudo outra vez", conta.