Imagens mostram o engenheiro sendo agredido e roubado em Santos (Reprodução e Reprodução/ Redes sociais) Dois adolescentes suspeitos de envolvimento na morte do engenheiro ambiental e mestrando Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, foram apreendidos pela Polícia Civil nesta terça-feira (27). Marcelo morreu após ser espancado e roubado na madrugada de sábado (24), no bairro Vila Mathias, em Santos, no litoral de São Paulo, após sair de ato pró-Lula. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Conforme apurado por A Tribuna, um dos suspeitos de agredir Marcelo com um soco foi localizado em Itariri, no Vale do Ribeira, interior de São Paulo, e levado para Santos. O local onde o outro adolescente foi apreendido não foi divulgado. Um dos adolescentes foi encaminhado ao 3º Distrito Policial (DP) de Santos, enquanto o outro foi levado ao 4º DP da cidade da Baixada Santista. Segundo informações apuradas pela TV Tribuna, até o momento, sete pessoas suspeitas de envolvimento no crime foram identificadas, sendo cinco adolescentes e dois adultos. -Veja o vídeo (1.534688) Como ocorreu o crime A agressão aconteceu na Rua Henrique Ablas, após Marcelo se afastar de uma apresentação da Banda Esquerdantina, que participava de um ato em apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Por volta das 3h, o engenheiro saiu para ir ao banheiro, mas não voltou. Imagens de uma câmera de segurança registraram a agressão. Marcelo aparece sozinho, usando uma camiseta branca, quando é abordado por dois homens. Na sequência, outros integrantes do grupo se aproximam e o cercam. As imagens mostram o engenheiro sendo agredido até cair no chão. Enquanto Marcelo estava desacordado, o grupo roubou seus pertences e deixou o local. Preocupados com a demora, amigos começaram a procurar o engenheiro e o encontraram inconsciente. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado e encaminhou o engenheiro à Santa Casa de Santos, onde permaneceu internado. Posteriormente, Marcelo foi transferido para o Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), na Capital, mas não resistiu aos ferimentos. A família confirmou a morte encefálica de Marcelo no domingo (25). O resultado do exame que confirmou a irreversibilidade do quadro foi divulgado na tarde de segunda-feira (26). O caso foi registrado na Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Santos. A Polícia Civil segue com as investigações. Grupo pede justiça Após a confirmação da morte de Marcelo, a Banda Esquerdantina divulgou uma nota lamentando a perda do engenheiro e cobrando a punição dos responsáveis. “Marcelo era um de nossos inúmeros amigos, razão de existirmos como grupo. Sua perda nos indigna ao mesmo tempo em que denuncia a vulnerabilização dos que se reúnem no campo democrático para expressar sua opinião e o direito de ser quem somos”, diz um trecho da publicação. Na nota, o grupo também criticou a falta de proteção oferecida ao evento. “Marcelo morreu na defesa de uma sociedade justa e fraterna representada na causa que apoiou e que venceu. Toda solidariedade e apoio aos familiares e amigos. Justiça Para Marcelo”, declarou a banda. Até o momento, não há confirmação de que a agressão tenha sido motivada por homofobia ou divergências políticas.