Foram encontradas armas e objetos de cunho nazista no quarto do menor que confessou ser seguidor do nazismo (Divulgação/Polícia Civil) Um menor de 17 anos, suspeito de planejar um ataque a uma escola estadual no Centro de Itanhaém, foi apreendido por policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) da cidade nesta quinta-feira (1º). Na posse do garoto, foram achados uma arma que pertence ao pai dele e vários objetos de cunho nazista, dentro do seu quarto. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo apurado com a DIG de Itanhaém, um órgão internacional que monitora a internet e tem sede em Brasília e nos Estados Unidos alertou que havia conversas e cartas de atos preparatórios indicando um suposto ataque simultâneo numa cidade do Maranhão e em Itanhaém. A partir dessa informação, a DIG de Itanhaém, junto com o setor de inteligência da Polícia Civil, deram início às investigações, descobrindo e localizando o menor. O plano No quarto do garoto, foi encontrado uma carta que detalhava o suposto plano desses ataques: Pretendo fazer isso da maneira certa, quero colocar uma bomba em um carro e deixar ele dentro da escola. Assim que explodir, eu entro na escola e mato quem sobreviver. Meu objetivo é matar o máximo de pessoas. Motivo Na carta, também havia a suposta motivação do ataque: Eu sofri nas mãos dessas pessoas que me excluíram. Então, eles irão pagar por isso, o preço será bem caro. No final da carta, o garoto escreveu a seguinte frase: "F***** quem morrer. Quanto mais melhor". Culto ao nazismo Na casa do garoto, além da arma, que é do pai, havia facas, um capacete nazista, um altar de culto ao nazismo, dois livros "Minha Luta (Mein Kampf)", de Hitler, soco-inglês, bandeira dos Estados Confederados do Sul (grupo que apoiava a escravidão de negros nos EUA) e várias camisetas e objetos que fazem apologia ao nazismo. Ao ser descoberto, o menor confessou que era seguidor do nazismo e disse que “todo mundo tem que morrer mesmo”. Ainda segundo a polícia, o menor relatou que começou a ter simpatia pelo pensamento nazista aos 11 anos. Idade em que, segundo ele, iniciou a leitura dos livros, que ganhou de sua antiga madrasta. O caso foi registado na DIG de Itanhaém. As autoridades policiais prosseguirão com as investigações, pois o menor estaria ligado a grupo nazista com integrantes nas regiões Norte, Sul e Sudeste.