[[legacy_image_213057]] O menino de 4 anos que foi espancado pela mãe e o padrasto e teve costelas e braço quebrados, em São Vicente, passou por uma cirurgia nesta sexta-feira (7). O procedimento no braço direito foi para corrigir o dano causado pela agressão sofrida, que quase o matou, no mês passado. A Santa Casa de Santos informou que a cirurgia não teve problemas e a criança retornou à enfermaria ainda nesta sexta. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Segundo informado pelo hospital, a operação foi para reduzir e imobilizar o membro superior direito do menino. A Santa Casa de Santos ainda afirmou que não há previsão de alta e que o garoto está com quadro clínico estável e acompanhado por equipe multidisciplinar. Em entrevista para A Tribuna, o advogado do pai da criança, Lucas Rodrigues da Silva, afirmou que o menino ainda está muito agitado e não consegue ficar longe do responsável. Por isso, a família está se mobilizando para cuidar da parte legal do caso. Leia também:Padrasto que agrediu criança junto com a mãe é encontrado mortoMulher que espancou e quebrou costelas do filho de 4 anos é presa “Entraremos com pedido de guarda. No momento, ele ainda está muito abalado, a criança também, então a família está correndo atrás das coisas. Ele não consegue sair do hospital porque o menino fica muito agitado, ainda tem medo de ter contato com pessoas diferentes, então ele pediu para gente aguardar e ir acompanhando as investigações”, explica. A guarda da criança não era oficialmente do pai. O advogado explicou que Julia Pereira, mãe da criança, abandonou os filhos assim que o menino nasceu. Os três filhos do casal ficaram sob os cuidados do pai, até que ele precisou deixar eles por alguns dias com a genitora, pois sua esposa ficou internada. A madrasta das crianças ficou internada tratando uma doença por cerca de quatro meses até sua morte. “Nesse período, ele precisou cuidar da esposa e deixou as crianças com a mãe. Foi quando aconteceu a agressão”, diz. “Depois da morte da esposa, o pai do menino retornou para pegar as crianças e foi negado pela mãe. Ela era uma pessoa bem explosiva e, em um momento de estresse, até um pouco descontrolada. Nunca algo assim tinha acontecido antes, até porque ela não tinha muito contato com as crianças. No período que ela teve contato com eles, ele não permitia que acontecesse isso”, afirma. As tentativas de recuperar os filhos não pararam. Segundo o advogado, o pai tentou ir buscar as crianças duas vezes antes do espancamento e, em todas elas, Julia não permitia que eles voltassem. “Segundo o pai, quando eles estavam casados, ela não tinha problema com drogas. Depois que eles se separaram, ele não soube mais informar. Ele não tinha o contato, só o básico mesmo. Estou acompanhando a investigação e, inclusive, estive hoje conversando com o escrivão responsável da delegacia que está investigando todo o caso. Estou ajudando ao máximo”, conclui.