Padrasto confessou ter agredido menino de 2 anos em São Vicente (Arquivo pessoal e Divulgação/ Polícia Civil) Depois de quatro dias internada, a criança de 2 anos - que foi brutalmente agredida pelo padrasto - recebeu alta da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) nesta sexta-feira (5) e, agora, continua internada na enfermaria ainda sem previsão de alta hospitalar. O menino foi transferido para a Santa Casa de Santos com graves ferimentos na cabeça e no tronco causados pelo padrasto em São Vicente. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A alta da UTI foi confirmada em nota pela assessoria da Santa Casa de Santos. Em entrevista para A Tribuna, uma parente do menino - que optou por não ser identificada - comemorou a saída da unidade e disse que a criança segue com melhora constante desde que foi internada, mas explicou que o garoto ainda está sendo observado. “(Recebemos a notícia) com muita alegria. Agora, a gente pode revezar (no hospital) para dar amor, carinho, atenção e cuidados. Para a avó dele poder descansar. Ela ficou dias trancada na UTI. Então, ela precisa ver as coisas dela fora também, resolver essas questões (legais) do menino, mas acho que vai dar tudo certo no final”, celebra a parente. Entretanto, ainda há acompanhamentos que seguirão sendo realizados para garantir que o menino não fique com sequelas ou complicações devido às agressões. “Ele saiu da UTI porque já conseguia ficar em pé para tomar banho, estava começando a conversar e comer”. Como a vítima deu entrada no hospital com sangramento na orelha, a parente informou que foi identificada uma infecção auditiva que já está sendo tratada e acompanhada por um otorrinolaringologista. “Há ainda mais três dias de tomografia de acompanhamento, fora o que ele vai ter de acompanhamento depois que tiver alta, incluindo psicólogo”. Relembre o caso O menino foi agredido pelo padrasto, de 17 anos, na madrugada desta segunda-feira (1º), em São Vicente. A criança deu entrada no Hospital do Vicentino com diversos ferimentos na cabeça e no tronco e, por conta da gravidade do quadro, teve que ser transferida para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Santos. De acordo com a Polícia Civil, a mãe da criança, de 22 anos, tentou omitir o ocorrido, mas foi presa. O padrasto adolescente também foi apreendido. Conforme o boletim de ocorrência, a equipe policial foi acionada por funcionários do hospital, relatando que um homem tinha fugido do pronto-socorro, após ser considerado suspeito de praticar maus-tratos e tentar matar o enteado de 2 anos. Com as características dos suspeitos, os policiais conseguiram deter o adolescente, que estava na subida do Viaduto Mário Covas. Questionado pelos policiais, o padrasto confessou ter agredido o menino com socos e disse que o jogou na parede, pois ele estava chorando demais. O adolescente foi levado de novo à unidade de saúde e a mãe da criança foi acionada para ir até o local. A princípio, a mulher disse que o filho tinha caído da cama enquanto brincava com a irmã. No entanto, depois, mudou a versão e disse que havia saído para cobrar uma dívida do namorado e deixou o filho com ele. A Polícia Militar apurou que a criança estava sofrendo maus-tratos do padrasto desde 27 de junho e foi recebida no hospital, apresentando vários ferimentos na cabeça e no tronco. Conforme o relatório médico preliminar destacado no BO, o menino teve afundamento de crânio, hematomas generalizados na face e recebeu o diagnóstico de traumatismo cranioencefálico grave, com necessidade de encaminhamento à UTI, correndo o risco de não sobreviver. A avó materna, de 47 anos, foi determinada como a pessoa que ficará responsável pela guarda provisória do menino. Enquanto isso, o adolescente e a mãe da criança foram detidos em flagrante. Em entrevista à TV Tribuna, o delegado Marcos Alexandre Alfino disse que a inclusão da mãe no caso está relacionada à omissão. “O que a gente espera de uma mãe é no mínimo proteger o próprio filho e foi isso que ela não fez em nenhum momento”. O caso foi registrado como maus-tratos e tentativa de homicídio no 1º Distrito Policial (DP) de São Vicente. A mulher está presa preventivamente e o adolescente foi levado para a Fundação Centro de Atendimento Socioeducativo (Casa) e teve a internação decretada após audiência de custódia. Em depoimento, o padrasto friamente sem remorso relatou que teria agredido a vítima após o menino ter urinado na cama e lhe deixado com raiva.